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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Peregrinação da Juventude Católica do RJ ao Cristo Redentor.

Dia 30 de Outubro: Peregrinação da Juventude Católica do RJ ao Cristo Redentor.

O Santuário do CRISTO REDENTOR comemora 80 anos, e no dia 30 de outubro de 2011, que no calendário do Rito Romano na sua forma extraordinário a Santa Igreja Católica celebra o dia de CRISTO REI do Universo, nós jovens Católicos subiremos o CRISTO Redentor em peregrinação com estandartes e músicas para honrar a CRISTO REI!

Convocamos a todos para estarem presentes! Seja do interior do Rio de Janeiro, seja de outro estado, venham!

Nossa peregrinação será aos moldes das peregrinações à Chatres (veja aqui, aqui e aqui) e Luján (veja aqui).

Entretanto, só conseguimos 50 'bilhetes de cortesia' para a entrada no Santuário, isto é, o restante precisará de pagar. Entre em contato conosco pelo e-mail: cristoredentor.contato@gmail.com

Esta peregrinação é uma iniciativa dos sites SALVEM A LITURGIA e A VIDA SACERDOTAL.

O Pe. Anderson Batista da Silva nos acompanhará como diretor espiritual e irá celebrar a Santa Missa Na Forma Extraordinária do Rito Romano ao fim da peregrinação.

Pe. Anderson Batista, Niterói.
 
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Contamos com sua presença!

Viva CRISTO REI!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

São Pedro - Primeiro Bispo de Roma.


Dia 29 de Junho. Dia De São Pedro - Primeiro Bispo de Roma.


Nome e Importância.

Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Nos livros dos Atos dos Apóstolos e na Segunda Epístola de Pedro, aparece ainda uma variante do seu nome original, Simeão. Cristo mudou seu nome para כיפא, Kepha (Cefas em português, como em Gálatas 2:11), que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa "pedra" ou "rocha", e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado.

A mudança de seu nome por Jesus Cristo, bem como seu significado, ganham importância de acordo com a Igreja Católica em Mt 16, 18, quando Jesus diz: "E eu te declaro: tu és Kepha e sobre esta kepha edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão nunca contra ela." Jesus comparava Simão à rocha.[4] Pedro foi o fundador, junto com São Paulo, da Igreja de Roma, sendo-lhe concedido o título de Príncipe dos Apóstolos. Esse título é um tanto tardio, visto que tal designação só começaria a ser usada cerca de um século mais tarde, suplementando o de Patriarca (agora destinado a outro uso). Pedro foi o primeiro Bispo de Roma. Essa circunstância é importante, pois daí provém a primazia do Papa e da diocese de Roma sobre toda a Igreja Católica; posteriormente esse evento originaria os títulos "Apostólica" e "Romana".


O Primado de Pedro Segundo a Igreja Católica.

Toda a primeira parte do Evangelho gira em torno da pergunta: quem é Jesus? Simão foi o primeiro dos discípulos a responder essa pergunta: Jesus é o filho de Deus. É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro.

Encontramos o relato do evento no Evangelho de São Mateus, 16:13-19: Jesus pergunta aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): "E vós, quem pensais que sou eu?".

Simão Pedro, respondendo, disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus respondeu-lhe: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne ou sangue que te revelaram isso, e sim Meu Pai que está nos céus. Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei Minha Igreja[10], e as portas do Hades[11] nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado[12] nos céus” (Mt 16, 16:19).

O Evangelho de João[13], bem como o de Lucas[14], também falam a respeito do primado de Pedro dever ser exercido particularmente na ordem da Fé, e que Cristo o torna chefe: Jesus disse a Simão (Pedro): "Simão, filho de João, tu Me amas mais do que estes? "Ele lhe respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta Meus cordeiros". Segunda vez disse-lhe: "Simão filho de João, tu Me amas? - "Sim, Senhor”, disse ele, “tu sabes que te amo". Disse-lhe Jesus: "Apascenta Minhas ovelhas". Pela terceira vez lhe disse: "Simão filho de João, tu Me amas? Entristeceu-se Pedro porque pela terceira vez lhe perguntara “Tu Me amas?” e lhe disse: "Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo". Jesus lhe disse: "Apascenta Minhas ovelhas.[15]

Simão, Simão, eis que Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; Eu, porém, orei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. Quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos.[16]

Mais do que em Mt 16, 17:19 esse texto é mais claro no que se refere ao primado que Cristo confere a Pedro no próprio seio dos apóstolos; um papel de direção na Fé.


O Apóstolo Pedro, Primeiro Bispo de Roma.
 
A comunidade de Roma foi fundada pelos apóstolos Pedro e Paulo e é considerada a única comunidade cristã do mundo fundada por mais de um apóstolo e a única do Ocidente instituída por um deles. Por esta razão desde a antiguidade a comunidade de Roma (chamada atualmente de Santa Sé pelos católicos) teve o primado sobre todas as outras comunidades locais (dioceses); nessa visão o ministério de Pedro continua sendo exercido até hoje pelo Bispo de Roma (segundo o catolicismo romano), assim como o ministério dos outros apóstolos é cumprido pelos outros Bispos unidos a ele, que é a cabeça do colégio apostólico, do colégio episcopal. A sucessão papal (de Pedro) começou com São Lino (67) e, atualmente é exercida pelo papa Bento XVI.
 
 
Oração a São Pedro.
 
Gloriosíssimo São Pedro, creio que vós sois o fundamento da igreja, o pastor universal de todos os fiéis, o depositário das chaves do céu, o verdadeiro vigário de Jesus Cristo; e eu me glorio de ser vossa ovelha, vosso súdito e filho. Uma graça vos peço com toda a minha alma; guardai-me sempre unido a vós e fazei que antes me seja arrancado do peito o coração do que o amor e plena submissão que vos devo nos vossos sucessores, os Pontífices Romanos.
Viva e morra como filho vosso e filho da Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana.
Assim seja.

S. Petrum, ora pro Nobis!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Divulgação.


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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.


Dia 27 de Junho. Dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título conferido a Maria, mãe de Jesus, representada em um ícone de estilo bizantino. Na Igreja Ortodoxa é conhecida como Mãe de Deus da Paixão, ou ainda, a Virgem da Paixão.

Um ícone célebre é venerado desde 1865 em Roma, na igreja de Santo Afonso, dos redentoristas, na Via Merulana. Tendo vindo da ilha de Creta e estado antes na Igreja de S. Mateus, igualmente em Roma, onde tinha sido solenemente entronizado no ano de 1499, e do qual se contam muitos milagres e histórias.

A tipologia da Mãe de Deus da Paixão está presente no repertório da pintura bizantina desde, no mínimo, o século XII, apesar de rara. No século XV, esta composição que prefigura a paixão de Jesus, é difundida em um grande número de ícones.

Andreas Ritzos, pintor grego do século XV, realizou as mais belas pinturas neste tema. Por esta razão, muitos lhe atribuem este tipo iconográfico. Na verdade a tipologia é bizantina, e quase acadêmica a execução do rígido panejamento das vestes; mas é certamente novo o movimento oposto e assustado do menino, de cujo pé lhe cai a sandália, e ainda a comovente ternura do rosto da mãe.

O ícone é uma variante do tipo hodigítria cuja representação clássica é Maria em posição frontal, num braço ela porta Jesus que abençoa e, com o outro, o aponta para quem, olha para o quadro, aludindo no gesto à frase “é ele o caminho”.

Na representação da Virgem da Paixão, os arcanjos Gabriel e Miguel , na parte superior, de um lado e do outro de Maria, apresentam os instrumentos da paixão. Um dos arcanjos segura a cruz e o outro a lança e a cana com uma esponja na ponta ensopada de vinagre (Jo 19,29).

Ao ver estes instrumentos, o menino se assusta e agarra-se à mãe, enquanto uma sandália lhe cai do pé.

Sobre as figuras no retrato, estão algumas letras gregas. As letras “IC XC” são a abreviatura do nome “Jesus Cristo” e “MP ØY” são a abreviatura de “Mãe de Deus”. As letras que estão abaixo dos arcanjos correspondem à abreviatura de seus nomes.

Oração.

Deus, nosso Pai,
nós vos agradecemos
porque nos destes Maria como nossa Mãe
e refúgio nas aflições.
Socorrei-nos, dia e noite,
ó Mãe do Perpétuo Socorro.
Ajudai os doentes, e os aflitos vinde consolar!
Vosso olhar a nós volvei e vossos filhos protegei.
Ó Maria, dai saúde ao corpo enfermo,
dai coragem na aflição;
sede a nossa estrela-guia na escuridão.
Socorrei-nos, amparai-nos
e dai-nos hoje a graça que vos pedimos.
Amém!

2º Domingo Depois de Pentecostes.


O Festim do Pai de Família

Deus preparou para o homem pecador quatro festins:

1. O primeiro é o festim da fé, da religião católica, para o qual Deus chama todos os homens, pela voz dos seus apóstolos. É o banquete da verdade que sacia plenamente a alma, que tem fome e sede de ciência verdadeira, sem erros, sem dúvidas.

2. O segundo é o festim da penitência; aí reino o júbilo pela conversão do pecador; Jesus sacia a alma dando-lhe paz... Garantindo-lhe o perdão... Revestindo-o das vestes da inocência.

3. O terceiro é o festim eucarístico em que o próprio Deus é o alimento espiritual; alimento sumamente nutritivo... Que nos faz crescer espiritualmente... Que nos dá o desenvolvimento... Que nos torna fortes e resistentes contra os inimigos internos e externos.

4. O quarto é o festim celeste, em que seremos plenamente saciados, porque veremos a Deus como é em si mesmo.

Os convidados se excusam:

1. Excusam-se os orgulhosos... Os ambiciosos... Os que prestam culto ao luxo, aos faustos, às grandezas do mundo.

2. Excusam-se os avaros, os que têm amor à riquezas: ao ouro, à fortuna, ao lucro.

3. Excusam-se por fim os sensuais: os que amam a carne, a intemperança, a luxúria.

Todos estes desprezam a religião, detestam a penitência, zombam das coisas sagradas, e fazem das misérias da terra seu paraíso.

Não sejamos do número desses infelizes que vivem como animais.

Acudamos ao convite do Pai de família... Ele só quer a nossa felicidade.

Missal Dominical Popular.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

São João Batista.


24/06 - Dia de São João Batista

A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido o "precursor" de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda.

Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.

Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus. Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel. "Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?'" (Lc 1:41-43). Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.

Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência - que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: " Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo". João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida.

A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: "Eu não sou o Cristo" (Jo 3, 28) e " não sou digno de desatar a correia de sua sandália". (Jo 1,27). Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29).

João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?" (Mt 3:14). Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado por seus discípulos.


Oração a São João Batista

São João Batista, voz que clama no deserto: "Endireitai os caminhos do Senhor... fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias", ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo".

S. Ioannes Baptista, ora pro nobis!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Corpus Christi.


"Bendito, Louvado Seja! O Santíssimo Sacramento!"

Corpo de Deus!

Entre as festas que a Igreja recomenda à nossa piedade, uma há que se distingue pela sua preeminência, é a festa do Corpo de Deus; festa cujo objeto é o próprio Deus Sacramentado.

Neste dia, a todos os católicos cabe o dever:

1. De adorar o precioso Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo;
2. De agradecer os benefícios que dele recebm na Santa Missa e na Sagrada Comunhão;
3. De reparar as injúrias que Jesus recebe no Santíssimo Sacramento;
4. De pedir a Jesus Sacramentado as graças espirituais e temporais de que precisam.

Jesus sacramentado é verdadeiro Deus.
Está verdadeira, real e substancialmente presente na hóstia consagrada; deve ser adorado.

É nosso supremo benfeitor de quem recebemos tudo; o ser, a vida... a graça... os bens temporais.
É ofendido por nossos irmãos... É ofendido por nós.
É nosso dever pedir-lhe perdão de nossas culpas... fazer bons propósitos.

Jesus sacramentado é um tesouro de graças; a Ele recorramos na certeza de tudo conseguirmos.
Jesus permanece em nossos tabernáculos, como alimento das nossas almas.

Celebremos esta festa recebendo-o na Santa Comunhão, com mais fervor... ofereçamos-lhe nosso coração.
Prometamos-lhe fidelidade perfeita, no cumprimento dos nossos deveres de cristãos.
Desagravemo-lo das injúrias que recebe dos ímpios, incrédulos, dos blasfemos, dos Judas que comungam indignamente.

Não merece o nome de Católico aquele que não ama a Santíssima Eucaristia.

Missal Dominical Popular.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Mensagem do Papa São Gregório Magno à RCC.

Orlando Fedeli

Para os que pensam ter o dom das línguas, mas que perderam o dom de ouvir.

São Gregório Magno, foi Papa no final do século VI. Foi um dos maiores Papas da Igreja. Em um de seus sermões, ele tratou dos pretensos carismas, e o que ele disse então responde perfeitamente às pretensões do falso misticismo da RCC de hoje em dia.

Este sermão, foi feito por esse santo Papa, no dia da Ascenção de Nosso Senhor Jesus Cristo, em 24 de Maio de 591, na basílica de Sâo Pedro, comentando o texto do Evangelho de São Marcos (XVI, 15-20).

Ele será bem útil àqueles que, sendo humildes, amarem mais terem ouvidos para ouvir do que pretenderem ter línguas estranhas para falar.

Ouçamos, pois, São Gregório:

Eis os sinais que acompanharão aqueles que terão acreditado: em meu nome, eles expulsarão os demônios, eles falarão em línguas novas, eles pegarão em serpentes, e se tiverem bebido algum veneno mortal, ele não lhes fará nenhum mal. Eles imporão suas mãos aos doentes e estes serão curados” (São Marcos, XVI,16).

Será que, meus caros irmãos, pelo fato de que vós não fazeis nenhum destes milagres, é sinal de que vós não tendes nenhuma fé?

Estes sinais foram necessários no começo da Igreja. Para que a Fé crescesse, era preciso nutri-la com milagres. Também nós, quando nós plantamos árvores, nós as regamos até que as vemos bem implantadas na terra. Uma vez que elas se enraizaram, cessamos de regá-las.

Eis porque São Paulo dizia: "O dom das línguas é um milagre não para os fiéis, mas para os infiéis” (I Cor, XIV,22).

Sobre esses sinais e esses poderes, temos nós que fazer observações mais precisas?

A Santa Igreja, faz todo dia, espiritualmente, o que ela realizava então nos corpos, por meio dos Apóstolos. Porque, quando os seus padres, pela graça do exorcismo, impõem as mãos sobre os que crêem, e proibem aos espíritos malignos de habitar sua alma, faz outra coisa que expulsar os demônios?

Todos esses fiéis que abandonam o linguajar mundano de sua vida passada, cantam os santos mistérios, proclamam com todas as suas forças os louvores e o poder de seu Criador, fazem eles outra coisa que falar em línguas novas?

Aqueles que, por sua exortação ao bem, extraem do coração dos outros a maldade, agarram serpentes.

Os que ouvem maus conselhos sem, de modo algum, se deixar arrastar por eles a agir mal, bebem uma bebida mortal, sem que ela lhes faça mal algum.

Aqueles que todas a vezes que vêem seu próximo enfraquecer, para fazer o bem, e o ajudam com tudo o que podem, fortificam, pelo exemplo de suas ações, aqueles cuja vida vacila, que fazem eles senão impor suas mãos aos doentes, a fim de que recobrem a saúde?

Estes milagres são tanto maiores pelo fato de serem espirituais, são tanto maiores porque repõem de pé, não os corpos, mas as almas.

Também vós, irmãos caríssimos, realizais, com a ajuda de Deus, tais milagres, vós os realizais, se quiserdes.

Pelos milagres exteriores não se pode obter a vida. Esses milagres corporais, por vezes, manifestam a santidade.Eles não criam a santidade.

Os milagres espirituais agem na alma.Eles não manifestam uma vida virtuosa. Eles fazem vida virtuosa.

Também os maus podem realizar aqueles milagres materiais. Mas os milagres espirituais só os bons podem fazê-los.

É por isso que a Verdade diz, de certas pessoas:

Muitos me dirão, naquele dia: “Senhor, Senhor, não foi em teu nome que nós profetizamos, que nós expulsamos os demônios e que realizamos muitos prodígios? E Eu lhes direi:”Eu não vos conheço. Afastai-vos de Mim, vós que fazeis o mal” (São Mateus VII, 22-23).

Não desejeis, ó irmãos caríssimos, fazer os milagres que podem ser comuns também aos réprobos,, mas desejai esses milagres da caridade e do amor fraterno dos quais acabamos de falar: eles são tanto mais seguros pelo fato de que são escondidos, e porque acharão, junto a Deus, uma recompensa tanto mais bela quanto eles dão menor glória diante dos homens”(São Gregório Magno, Papa, Sermões sobre o Evangelho, Livro II, Les éditions du Cerf, Paris, 2008, volume II, pp. 205 a 209).

Eis o que nos ensina São Gregório Magno, Papa, prevenindo-nos contra o pretender possuir imprudentemente os dons e carismas extraordinários do Espirito Santo.

E este santo Doutor da Igreja nos previne ainda contra os que pretendem que se tornem comuns a todos, os carismas e dons que o Espírto Santo dá extarordinaraiamente apenas a alguns, que ele escolhe sem precisar que se lhes ensine trejeitos que imitem os verdadeiros dons, que são gratuitos, e não fruto de uma técnica humana.

Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça. E que toda língua pretensiosa e imprudente se cale.

Sâo Paulo, 17 de julho de 2009.
Orlando Fedeli

Para citar este texto:

Orlando Fedeli - "Mensagem do Papa São Gregório Magno à RCC"
MONTFORT Associação Cultural
Online, 21/06/2011 às 13:57h

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Santíssima Trindade.


"Ide e ensinai a todas as criaturas, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo."

Se cremos no que diz um homem dotado de ciência e veracidade, por que não creremos o que nos revela o próprio Deus? Aceitamos o que diz uma pessoa autorizada, mesmo que não compreendamos o que nos ensina, por que não creremos o que Deus nos revela, mesmo que nos ensine mistérios?

Nada mais meritório - Crer os mistérios de um Deus é um sacrifício que fazemos das luzes da nossa razão; renunciamos ao orgulho do nosso espírito... Submentendo-nos à palavra divina.

Devemos adorar... A Santíssima Trindade é o próprio Deus que reina no céu e que enche a terra com a sua majestade. É o ser perfeito, sublime, incompreensível, a quem é devida toda honra, toda glória, todo louvor. Repitamos com a Igreja: Glória ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo...

Devemos amar... As três pessoas têm o mesmo pensamento, o mesmo amor... Nós nos aproximamos dessa união perfeitíssima pela caridade: um só coração, uma só alma... A perfeita união depende de nos considerarmos uns aos outros como filhos do mesmo Pai celeste e nos amarmos como irmãos.

O mesmo pensamento e o mesmo amor é o que faz a felicidade do lar... A mesma ideia, o mesmo querer é o segredo da paz na família e na sociedade... Esta é a unidade que Jesus pediu ao seu Pai: que todos sejam um... A união terrena será aperfeiçoada no céu.

Glória Patri, et Filio, et Spíritui Sancto. Sicut erat in princípio, et nunc, et semper: et in saecula saeculórum. Amen.

Missal Dominical Popular.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Problema da Auto-comunhão.

Caríssimos leitores,
Salve Maria!

Todos os dias encontramos vários absurdos litúrgicos dentro das paróquias modernistas espalhadas pelo mundo inteiro, e isso não é nenhuma novidade. A Missa a muito tempo atrás (e em algumas poucas paróquias nos dias de hoje) era algo que as pessoas assistiam de coração contrito, pois a mesma fazia com que nós nos colocássemos ao lado de Maria no momento da crucificação e morte de seu filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Com o passar do tempo as coisas foram mudando, e as pessoas vão à Missa não mais com o espírito contrito e humilde, e sim, vão para fazer "arruaça" com a Missa com tipos diferentes (como em outro post já havia mencionado): Missa Afro, Missa de Cura e Libertação, Missa da Graça, entre outros. Contudo, as pessoas continuaram a ir à Santa Missa, mas se esqueceram do verdadeiro sentido da mesma. Pela minha visão acho que até os sacerdotes esqueceram, TRISTE!

São Pio X nos ensina como receber a Santa Comunhão (já mencionado neste blog):
"No ato de receber a Sagrada Comunhão, devemos estar, (..) com a boca suficientemente aberta e com a língua estendida sobre o lábio inferior (...)" (Catecismo Maior de São Pio X; Top. 640)

Com o modernismo se aplicando às Igrejas do mundo todo, isso foi mudando, e os fiéis tiveram a oportunidade de sempre escolher se querem receber a Sagrada Comunhão na mão, ou na boca (Redemptionis Sacramentum).

Mas agora o fiel ir até a Mesa do Altar e comungar enquanto o Padre fica sentado? Não acham que já tem bagunça demais, não?

Redemptionis Sacramentum - Capítulo IV. Item 94:

"Não está permitido que os fiéis tomem a hóstia consagrada nem o cálice sagrado «por si mesmos, nem muito menos que se passem entre si de mão em mão».[181] Nesta matéria, Além disso, deve-se suprimir o abuso de que os esposos, na Missa nupcial, administrem-se de modo recíproco a sagrada Comunhão".

Vejamos:


Um Padre dentro da Santa Missa pode autorizar os fiéis a fazer a auto-comunhão? NÃO!

Pe. Paulo Ricardo, explica:



O que está acontecendo com os Sacerdotes de hoje? Eis a pergunta que não quer calar.

Que Deus em sua infinita misericórdia perdoe a cada um de nós, mas principalmente a todos os sacerdotes que fazem com que que os fiéis tratem com SACRILÉGIO o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

In Corde Iesu et Mariae,
Augusto Cesar.

Obs.: Aqui você encontra o documento Redemptionis Sacramentum.

Fontes:

terça-feira, 14 de junho de 2011

Pentecostes - A Obra do Espírito Santo.


"Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra."

A Obra do Espírito Santo é uma obra de renovação e regeneração. Foi verdadeiramente no dia de Pentecostes que ela teve a sua admirável realização: os apóstolos são iluminados e confirmados... O divino Espírito Santo continua a operar na Igreja, no decorrer dos tempos.

I- A ação do Espírito Santo na Igreja:
1. O Espírito Santo a tem mantido. (Perseguições, etc.).
2. Dele recebe a Igreja a vida (a santidade).
3. O Espírito Santo a conduzirá triunfante ao céu.

II- A ação do Espírito Santo em cada um de nós:
1. Ilumina... (Sagrada Escritura, Magistério da Igreja... Inspirações particulares.)
2. Fortifica... Exemplo dos mártires, dos missionários, das almas consagradas a Deus.

Não oponhamos obstáculos à ação santificadora do Espírito Santo. Fujamos do pecado... Não contristai o Espírito Santo de Deus... (Ef. 4, 30).

Nada mais contrária a ação do Espírito Santo numa alma, do que a desonestidade... As apostasias são causas frequentes: o orgulho e a sensualidade... O homem animal não percebe...

Repitamos a invocação: Vinde, Espírito Santo.

Preparemos-lhe uma conveniente morada em nossa alma, pela pureza da vida.

Missal Dominical Popular.

Santo Antônio.


Dia 13 de Junho. Dia de Santo Antônio!

A VIDA DE SANTO ANTÔNIO.

Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio), nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália. Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade.

A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias.

Após uma crise de hidropisia (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo). Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregório IX.

A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse doutor da igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular.

Sua veneração é muito difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

Sancte Antoni, ora pro Nobis!

terça-feira, 7 de junho de 2011

A Missa Nova é Católica?

Orlando Fedeli

Não se assuste, meu caro leitor. A pergunta acima não é minha. Quem a fez foi um protestante: o Doutor Siegwalt, professor de Teologia Dogmática na Faculdade protestante de Strasburgo, que afirmou o seguinte:

Não há nada na Missa renovada – [a Missa Nova de Paulo VI] — que possa incomodar realmente ao cristão evangélico. Falta saber se a esse rito se pode chamar de Missa católica” (Apud Padre Dominique Bourmaud, Cien Años de Modernismo, Ediciones Fundación San Pio X, Buenos Aires, 2006, p. 374).

A pergunta do professor protestante deixa estarrecido qualquer católico comum, que desconhece a história de Paulo VI, do Concílio Vaticano II e da Missa Nova.

Mas, para quem conhece essas histórias, e para quem conhece a teologia da Missa de sempre e a da Missa Nova, a pergunta tem todo cabimento.

Ainda quando a Missa Nova foi promulgada, os Cardeais Bacci e Ottaviani assinaram uma carta ao papa Paulo VI, acusando a Missa Nova de ter se afastado perigosamente da Teologia Eucarística proclamada infalivelmente pelo Concílio de Trento. Disseram, esses dois Cardeais, que a Missa Nova “representa, tanto em seu todo como nos detalhes, um surpreendente afastamento da teologia católica da Missa tal qual formulada na sessão XXII do Concílio de Trento”.

Por isso, acusavam a Missa Nova de ter sabor protestante, e de ameaçar levar os católicos ao protestantismo.

Escreveram esses Cardeais ao Papa Paulo VI:

O seguinte Estudo Crítico é o trabalho de um grupo seleto de bispos, teólogos, liturgistas e pastores de almas. A despeito de sua brevidade, o estudo demonstra de forma bastante clara que a Novus Ordo Missae – considerando-se os novos elementos amplamente suscetíveis a muitas interpretações diferentes que estão nela implícitos ou são tomados como certos -- representa, tanto em seu todo como nos detalhes, um surpreendente afastamento da teologia católica da Missa tal qual formulada na sessão XXII do Concílio de Trento. Os “cânones” do rito definitivamente fixado naquele tempo constituíam uma barreira intransponível contra qualquer tipo de heresia que pudesse atacar a integridade do Mistério”. (Carta dos Cardeais Bacci e Ottaviani a Paulo VI em 25 de Setembro de 1969)

O que os Cardeais Bacci e Ottaviani constataram e criticaram na Missa Nova de Paulo VI foi exatamente o que esse Papa ordenara que fosse feito na Missa. Isto é, que da Missa fosse retirado tudo quanto fosse mais católico e que pudesse ir contra o protestantismo. Esse desejo de Paulo VI foi tornado público por Jean Guitton, amigo pessoal e confidente do Papa Paulo VI.

Jean Guitton disse:

Em Paulo VI havia uma intenção ecumênica de eliminar, ou pelo menos de tirar ou de atenuar, o que na Missa era demasiado católico em seu sentido tradicional, com a finalidade de aproximar a missa católica da missa calvinista” (Jean Guitton, apud Padre Dominique Bourmaud, Cien Años de Modernismo, Ediciones Fundación San Pio X, Buenos Aires, 2006, p. 374).

Para executar essa ordem de eliminar o que havia de mais católico na Missa foi incumbido Monsenhor Anibale Bugnini, cujo nome consta da lista de Maçons divulgada por Mino Peccorelli, lista que lhe custou a vida. E para eliminar o que havia de mais católico na Missa, Monsenhor Bugnini contou com a colaboração de 6 pastores protestantes que o ajudaram a fazer a Nova Missa.

Mons. Annibale Bugnini, fora indicado por Paulo VI no dia 5 de maio de 1964 como Secretário da Comissão para elaborar o Novo Ordo.

Em março 1965 o OSSERVATORE ROMANO publicou declarações de Monsenhor Bugnini mas quais ele dizia:

"Desejo eliminar [do futuro Rito em elaboração] cada pedra que pudesse se tornar ainda que só uma sombra de possibilidade de obstáculo ou de desagrado aos irmãos separados" (L'Osservatore Romano, de 11 de março de 1965; Doc. Cath. Nº 1445, de 4/4/1965, coll. 603-6040).

Portanto, Monsenhor Bugnini declarou que ia fazer exatamente o que Paulo VI afirmara que desejava que fosse feito: eliminar o que havia de mais católico na Missa, e que só podia ser a Fé na Presença Real de Jesus Cristo na Hóstia Consagrada, e o caráter sacrifical e propiciatório da Santa Missa. (L'Osservatore Romano de 13 de maio de 1967)

De novo, Jean Guitton, avaliando a Nova Missa de Paulo VI, no livro "L’infinito in fondo al cuore", declarou que "a Missa de Paulo VI parece ser a tradução de um serviço protestante"

No dia 19 de dezembro de 1993, no debate "Lumière 101" da Rádio Courtoise, o mesmo Jean Guitton fez as declarações que já citamos tiradas do livro do Padre Bourmaud sobre as intenções de Paulo VI ao reformar a Missa de sempre:

"..a intenção de Paulo VI em relação à liturgia, ou à vulgarização da Missa, era para reformar a liturgia católica para aproximá-la da liturgia protestante... à Ceia protestante. (...) repito que Paulo VI fez tudo o que estava em seu poder para aproximar a Missa católica --- apesar do Concílio de Trento --- à Ceia protestante".

E quando um Padre, presente no debate, protestou Guitton respondeu:

"A Missa de Paulo VI se apresenta principalmente como um banquete, não é verdade?... e insiste muito pouco na noção de sacrifício, de sacrifício ritual (...). Em outras palavras, há em Paulo VI uma intenção ecumênica de eliminar, ou pelo menos de atenuar, o que há nela de muito 'católico', no sentido tradicional e de aproximá-la -- repito -- da Missa calvinista"! (UNA VOCE - França - maio/junho de 1994)

Daí a Missa Nova ser mais próxima da ceia protestante do que da Missa católica. E essa protestantização da Missa fez do sacerdote um “show-man", mais preocupado em divertir a comunidade do em realizar misticamente o sacrifício do Calvário.

Tal mudança da Missa católica para um show-missa dessacralizou o sacerdote e causou o êxodo de milhões de católicos para os cultos protestantes. Desse modo, a pergunta do Professor protestante Siegwalt tem muito propósito:

Falta saber se a esse rito se pode chamar de Missa católica”.

Pelos frutos se conhece a árvore...

São Paulo, 31 de Maio de 2007, na festa da Realeza de Nossa Senhora.
Orlando Fedeli


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Para citar este texto:

Orlando Fedeli - "´A missa nova é católica?`"
MONTFORT Associação Cultural
Online, 07/06/2011 às 14:42h

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ascenção do Senhor.


O Mistério da Ascenção.
Tendo dito isto, enquanto eles o viam, elevou-se.

Depois de ter saído do seio de seu pai, no momento adorável de sua encarnação, para lá deveria retornar o Salvador do mundo para se reunir ao seu princípio, para receber a coroa de seus combates, o prêmio de suas vitórias, as honras do seu triunfo, para alegrar a humanidade e alimentar-se a esperança.

I- A ascenção é um mistério de glória e de honra para Jesus:
1. As suas conquistas são diferentes dos triunfos dos orgulhosos reis da terra; são conquistas pacíficas.
2. O Salvador triunfou, porque despedaçou o aguilhão da morte; cancelou o pecado com o seu sangue; fechou o inferno aberto debaixo de nossos pés.
3. O céu, até então fechado pelo pecado do primeiro Adão, abriu-se pela entrada do segundo.
4. Na sua ascenção, são reparadas as suas humilhações.

II- A ascenção é um mistério de alegria e de felicidade para os fiéis:
1. Imensa é a honra que recebe a natureza humana pela glorificação de Jesus Cristo; é infinitamente exaltada... Alegremo-nos.
2. Subindo ao céu, Cristo nos abriu as portas do paraíso e alí nos preparou um lugar... Que felicidade para nós!

Ao céu chegaremos, seguindo os passos do nosso guia. Como ele devemos seguir o caminho da cruz.
É brevíssimo o sofrimento terreno.
É eterna a glória do céu.

Missal Dominical Popular.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Reencarnação - Argumentos católicos contra os fundamentos do espiritismo.

Orlando Fedeli

A doutrina da reencarnação é comum a vários sistemas religiosos, todos de fundo gnóstico. Ela provém de um erro a respeito do problema do mal e da justiça divina. Modernamente, a doutrina da reencarnação se tornou muito difundida pelo espiritismo.

Os reencarnacionistas defendem a tese de que cada pessoa teria várias vidas, e se reencarnaria para pagar os pecados de uma vida anterior. Desse modo, cada vida nos seria concedida para expiar erros, que não conhecemos, de uma vida que teríamos tido. Cada reencarnação seria um castigo pelos males que praticamos em vidas anteriores. Não haveria inferno. O castigo do homem seria viver neste mundo material, e não tornar-se puro espírito. Para os reencarnacionistas, "o inferno é aqui".

Eles recusam admitir que esta vida é única, e que, após a morte, somos julgados por Deus e premiados com o céu, ou punidos temporariamente no purgatório, ou condenados eternamente ao inferno. Exigem uma "nova oportunidade", enquanto recusam mudar de vida agora. A eles poderia ser aplicado o que diz um autor a respeito do tempo e do adiamento dos deveres: "Por que prometes fazer, num futuro que não tens, aquilo que recusas fazer no tempo que tens?". Assim também o que defende a teoria da reencarnação pretende melhorar nas futuras vidas – que imagina terá – o que se recusa a melhorar já, na vida que tem.

Para os hinduístas, a reencarnação poderia se dar pela transmigração do espírito até no corpo de um animal ou planta. Para os espíritas, a reencarnação se daria apenas em corpos humanos.


REFUTAÇÃO

1- Se a alma humana se reencarna para pagar os pecados cometidos numa vida anterior, deve-se considerar a vida como uma punição, e não um bem em si. Ora, se a vida fosse um castigo, ansiaríamos por deixá-la, visto que todo homem quer que seu castigo acabe logo. Ninguém quer ficar em castigo longamente. Entretanto, ninguém deseja, em sã consciência, deixar de viver. Logo, a vida não é um castigo. Pelo contrário, a vida humana é o maior bem natural que possuímos.

2- Se a alma se reencarna para pagar os pecados de uma vida anterior, dever-se-ia perguntar quando se iniciou esta série de reencarnações. Onde estava o homem quando pecou pela primeira vez? Tinha ele então corpo? Ou era puro espírito? Se tinha corpo, então já estava sendo castigado. Onde pecara antes? Só poderia ter pecado quando ainda era puro espírito. Como foi esse pecado? Era então o homem parte da divindade? Como poderia ter havido pecado em Deus? Se não era parte da divindade, o que era então o homem antes de ter corpo? Era anjo? Mas o anjo não é uma alma humana sem corpo. O anjo é um ser de natureza diversa da humana. Que era o espírito humano quando teria pecado essa primeira vez?

3- Se a reencarnação fosse verdadeira, com o passar dos séculos haveria necessariamente uma diminuição dos seres humanos, pois que, à medida que se aperfeiçoassem, deixariam de se reencarnar. No limite, a humanidade estaria caminhando para a extinção. Ora, tal não acontece. Pelo contrário, a humanidade está crescendo em número. Logo, não existe a reencarnação.

4- Respondem os espíritas que Deus estaria criando continuamente novos espíritos. Mas então, esse Deus criaria sempre novos espíritos em pecado, que precisariam sempre se reencarnar. Jamais cria ele espíritos perfeitos?

5- Se a reencarnação dos espíritos é um castigo para eles, o ter corpo seria um mal para o espírito humano. Ora, ter corpo é necessário para o homem, cuja alma só pode conhecer através do uso dos sentidos. Haveria então uma contradição na natureza humana, o que é um absurdo, porque Deus tudo fez com bondade e ordem.

6- Se a reencarnação fosse verdadeira, o nascer seria um mal, pois significaria cair num estado de punição, e todo nascimento deveria causar-nos tristeza Morrer, pelo contrário, significaria uma libertação, e deveria causar-nos alegria. Ora, todo nascimento de uma criança é causa de alegria, enquanto a morte causa-nos tristeza. Logo, a reencarnação não é verdadeira.

7- Vimos que se a reencarnação fosse verdadeira, todo nascimento seria causa de tristeza. Mas, se tal fosse certo, o casamento - causador de novos nascimentos e reencarnações – seria mau. Ora, isto é um absurdo. Logo, a reencarnação é falsa.

8- Caso a reencarnação fosse uma realidade, as pessoas nasceriam de determinado casal somente em função de seus pecados em vida anterior. Tivessem sido outros os seus pecados, outros teriam sido seus pais. Portanto, a relação de um filho com seus pais seria apenas uma casualidade, e não teria importância maior. No fundo, os filhos nada teria a ver com seus pais, o que é um absurdo.

9- A reencarnação causa uma destruição da caridade. Se uma pessoa nasce em certa situação de necessidade, doente, ou em situação social inferior ou nociva -- como escrava, por exemplo, ou pária – nada se deveria fazer para ajudá-la, porque propiciar-lhe qualquer auxílio seria, de fato, burlar a justiça divina que determinou que ela nascesse em tal situação como justo castigo de seus pecados numa vida anterior. É por isso que na Índia, país em que se crê normalmente na reencarnação, praticamente ninguém se preocupa em auxiliar os infelizes párias. A reencarnação destrói a caridade. Portanto, é falsa.

10- A reencarnação causaria uma tendência à imoralidade e não um incentivo à virtude. Com efeito, se sabemos que temos só uma vida e que, ao fim dela, seremos julgados por Deus, procuramos converter-nos antes da morte. Pelo contrário, se imaginamos que teremos milhares de vidas e reencarnações, então não nos veríamos impelidos à conversão imediata. Como um aluno que tivesse a possibilidade de fazer milhares de provas de recuperação, para ser promovido, pouco se importaria em perder uma prova - pois poderia facilmente recuperar essa perda em provas futuras - assim também, havendo milhares de reencarnações, o homem seria levado a desleixar seu aprimoramento moral, porque confiaria em recuperar-se no futuro. Diria alguém: "Esta vida atual, desta vez, quero aproveitá-la gozando à vontade. Em outra encarnação, recuperar-me-ei" . Portanto, a reencarnação impele mais à imoralidade do que à virtude.

11- Ademais, por que esforçar-se, combatendo vícios e defeitos, se a recuperação é praticamente fatal, ao final de um processo de reencarnações infindas?

12- Se assim fosse, então ninguém seria condenado a um inferno eterno, porque todos se salvariam ao cabo de um número infindável de reencarnações. Não haveria inferno. Se isso fosse assim, como se explicaria que Cristo Nosso Senhor afirmou que, no juízo final, Ele dirá aos maus: "Ide malditos para o fogo eterno"? (Mt. XXV, 41)

13- Se a reencarnação fosse verdadeira, o homem seria salvador de si mesmo, porque ele mesmo pagaria suficientemente suas faltas por meio de reencarnações sucessivas. Se fosse assim, Cristo não seria o Redentor do homem. O sacrifício do Calvário seria nulo e sem sentido. Cada um salvar-se-ia por si mesmo. O homem seria o redentor de si mesmo. Essa é uma tese fundamental da Gnose.

14- Em conseqüência, a Missa e todos os Sacramentos não teriam valor nenhum e seriam inúteis ou dispensáveis. O que é outro absurdo herético.

15- A doutrina da reencarnação conduz necessariamente à idéia gnóstica de que o homem é o redentor de si mesmo. Mas, se assim fosse, cairíamos num dilema:

Ou as ofensas feitas a Deus pelo homem não teriam gravidade infinita;

Ou o mérito do homem seria de si, infinito.

Que a ofensa do homem a Deus tenha gravidade infinita decorre da própria infinitude de Deus. Logo, dever-se-ia concluir que, se homem é redentor de si mesmo, pagando com seus próprios méritos as ofensas feitas por ele a Deus infinito, é porque seus méritos pessoais são infinitos. Ora, só Deus pode ter méritos infinitos. Logo, o homem seria divino. O que é uma conclusão gnóstica ou panteísta. De qualquer modo, absurda. Logo, a reencarnação é uma falsidade.

16- Se o homem fosse divino por sua natureza, como se explicaria ser ele capaz de pecado? A doutrina da reencarnação leva, então, à conclusão de que o mal moral provém da própria natureza divina. O que significa a aceitação do dualismo maniqueu e gnóstico. A reencarnação leva necessariamente à aceitação do dualismo metafísico, que é tese gnóstica que repugna à razão e é contra a Fé.

17- É essa tendência dualista e gnóstica que leva os espíritas, defensores da reencarnação, a considerarem que o mal é algo substancial e metafísico, e não apenas moral. O que, de novo, é tese da Gnose.

18- Se, reencarnando-se infinitamente, o homem tende à perfeição, não se compreende como, ao final desse processo, ele não se torne perfeito de modo absoluto, isto é, ele se torne Deus, já que ele tem em sua própria natureza essa capacidade de aperfeiçoamento infindo.

19- A doutrina da reencarnação, admitindo várias mortes sucessivas para o homem, contraria diretamente o que Deus ensinou na Sagrada Escritura.

Por exemplo, São Paulo escreveu:

"O homem só morre uma vez" (Heb. IX, 27).

Também no Livro de Jó está escrito:

"Assim o homem, quando dormir, não ressuscitará, até que o céu seja consumido, não despertará, nem se levantará de seu sono" (Jó, XIV,12).

20- Finalmente, a doutrina da reencarnação vai frontalmente contra o ensinamento de Cristo no Evangelho. Com efeito, ao ensinar a parábola do rico e do pobre Lázaro, Cristo Nosso Senhor disse que, quando ambos morreram, foram imediatamente julgados por Deus, sendo o mau rico mandado para o castigo eterno, e Lázaro mandado para o seio de Abraão, isto é, para o céu. (Cfr. Lucas XVI, 19-31)

E, nessa mesma parábola Cristo nega que possa alguma alma voltar para ensinar algo aos vivos.

Em adendo a tudo isto, embora sem que seja argumento contrário à reencarnação, convém recordar que na, Sagrada Escritura, Deus proíbe que se invoquem as almas dos mortos.

No Deuteronômio se lê: "Não se ache entre vós quem purifique seu filho ou sua filha, fazendo-os passar pelo fogo, nem quem consulte os advinhos ou observe sonhos ou agouros, nem quem use malefícios, nem quem seja encantador, nem quem consulte os pitões [os médiuns] ou advinhos, ou indague dos mortos a verdade. Porque o Senhor abomina todas estas coisas e por tais maldades exterminará estes povos à tua entrada" (Deut. XVIII-10-12).


Para citar este texto:

Fedeli, Orlando - "Reencarnação - Argumentos católicos contra os fundamentos do espiritismo"
MONTFORT Associação Cultural
Online, 03/06/2011 às 12:56h.