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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Missa Sertaneja. TREM BÃO?

Caríssimos leitores,
Salve Maria!

Mais uma vez me deparo com um absurdo! O pior de tudo é que uma imagem vale mais do que mil palavras, e são duas imagens. Vejam:


Missa sertaneja? É isso mesmo? Missa?!


Consagração? Participação no Sacrifício? Piedade?!

A cada dia que passa, creio que cada um de nós fica muito triste quando vê uma coisa dessas. As pessoas esquecem-se do verdadeiro sentido da Santa Missa, mas e os Padres? Pessoas nas quais deveriam zelar para que uma coisa dessas não ocorra, o que está acontecendo com eles? Onde se encontra em algumas dessas fotos a dignidade para com a liturgia, o zelo para com os paramentos, entre outros? Isso é fruto do modernismo! E o pior é que ainda tem gente que diz que isso é certo. "Missa Sertaneja" existe? Isso pode ser chamado de Missa?

A alguns dias atrás conversando com um jovem de uma paróquia modernista, ele me dizia coisas sobre o Código de Direito Canônico atual. Nesse código dizia que uma comunidade na qual não houvesse sacerdote para rezar a Santa Missa, passava-se a função para um "Ministro da Palavra", seja essa pessoa homem ou mulher, e alí se fazia uma celebração sendo a distribuição da comunhão feita por "Ministros Extraordinários da Comunhão", também independente do sexo. Nesse mesmo código dizia que uma comunidade onde não há sacerdotes, ministros nem da palavra e nem da comunhão, os leigos poderiam administrar os sacramentos como: batismo, comunhão e também fazer as tais celebrações da palavra, que não passam de meros cultos protestantes!

Conversando com esse mesmo jovem, ele me dizia o quão importante é a animação na Santa Missa: cantos animados, bateria, guitarra, violão, e qualquer outro tipo de instrumento que faça com que as pessoas "vibrem" e assim gostem. Quando tentei retrucar ele me dizia: não seja tão rígido! O Concílio Vaticano II diz que a liturgia tem que ter criatividade, pois, a igreja de hoje tem que ir de encontro ao povo, pois a Missa é para o povo!

Será que esses problemas na Igreja só se agravam e isso tudo nunca acaba? Que tipo de documento diz que na Missa além de animação deve ter criatividade? Triste! E muito! Todos dizem que no fim tudo dá certo. Me desculpem, esse é o fim e Eu não estou vendo nada dando certo!

Rezemos intensamente a Deus e a Sempre Virgem Maria, para que toda a confusão, toda falta de respeito e dignidade para com Nosso Senhor acabem! E que a Igreja seja o que ela sempre foi, com a Missa que ela sempre teve, com todo o respeito e toda a dignidade que nunca deveriam ter sido perdidos!

Sancta Dei Génitrix, ora pro Nobis!

Augusto Cesar.
(Magistri Officiorum Dei Ecclesiae Catholica)



Imagens: Carlos Henrique Wolkartt do Blog Christi Fidei.

Um comentário:

  1. Caro amigo Augusto
    Muito bom o seu artigo. Realmente é assim que pensa muitas lideranças em nossas Paróquias e muito difícil de corrigir. Nossas lideranças não estudam os documentos da Igreja e aí parece um jogo de cabo de guerra: um pucha pra lá outro pra cá.
    Missa sertaneja pra que? Veja o que diz um trecho sobre estudo de liturgia que ministramos aqui:
    A Igreja no Brasil, em sintonia com estes princípios universais, tem solicitado que se evitem músicas profanas – letra e/ou melodia – ao interno das celebrações litúrgicas:
    “Em relação aos textos, evitem-se os cantos com letras adaptadas. Além de ferir os direitos do autor, tal adaptação, por si mesma, revela a inconveniência do original que será mentalmente evocado, evidenciando empobrecimento da celebração litúrgica e desvirtuando o seu sentido”;
    “O canto litúrgico não pode prescindir da experiência musical popular e folclórica. Conseqüentemente, para criar uma música litúrgica inculturada, o caminho correto não é o de usar melodias existentes, transpondo-as para a liturgia com um novo texto, mas sim o de criar algo novo, trabalhando com as constâncias melódicas, rítmicas, formais, harmônicas e instrumentais da música brasileira, levando em conta a comunidade concreta, a cuja oração comunitária cantada o compositor queira servir”;
    “A criação de um repertório bíblico-litúrgico pressupõe o cumprimento de alguns critérios básicos a saber: (...) b) as melodias sejam acessíveis à grande maioria da assembléia, porém, belas e inspiradas; c) sejam evitados melodias e textos adaptados de canções populares, trilhas sonoras de filmes e de novelas”.

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Salve Maria!