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terça-feira, 31 de maio de 2011

A Missa Tridentina - Parte 3.

Caríssimos leitores,
Salve Maria.

O video de hoje explica o início da Segunda Parte da Missa Tridentina: o Ofertório. Também prossegue com o Cânon e a Consagração.

Vejamos a explicação:


Para maior conhecimento, vejamos o video do Cânon da Missa Tridentina:



Sancta Dei Genitrix, ora pro Nobis!

Augusto Cesar.
(Magistri Officiorum Dei Ecclesiae Catholica)

Obs.: Aqui você encontra o Ordinário da Missa Tridentina.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Oração. 5º Semana Depois da Páscoa.


"O que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos dará".

O Divino Salvador torna dependentes da oração, a graça, os dons do céu, os bens sobrenaturais. Ensina-nos que nada devemos esperar, que nenhum direito temos ao seu auxílio nos nossos sofrimentos, tentações e misérias, se não obedecemos ao preceito da oração.

Consideremos a excelência e a necessidade da oração, e os requisitos a que devem obedecer as nossas preces.

I- A oração é excelente pela sua natureza e pelos seus efeitos:
1. A oração honra e aplaca a Deus;
2. Tem por assistentes e intermediários os anjos;
3. Faz prodígios e põe à fuga os demônios;
4. Preserva-nos do mal e assegura-nos a salvação.

II- Necessidade da oração:
1. É uma lei do cristianismo fundada no preceito e nos exemplos de Jesus Cristo;
2. É exigida pela nossa fraqueza, em face dos combates e das necessidades espirituais e temporais que temos;

III- Modo de orar. Devemos orar:
1. Com fé e atenção...
2. Com humildade e perseverança...

Oremos sempre. Orando cumprimos o dever de sujeição a Deus e promovemos às nossas necessidades.

Missal Dominical Popular.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Missa Tridentina - Parte 2.

Caríssimos leitores,
Salve Maria!

A parte de hoje explica o início da Missa Tridentina, no caso, a Ante-Missa ou Missa dos Catecúmenos até o Credo, que é onde termina a Primeira Parte.
Esse video contém erros de ortografia, mas a explicação é excelente!

Vejamos:



Sancta Dei Genitrix, ora pro Nobis!

Augusto Cesar.
(Magistri Officiorum Dei Ecclesiae Catholica)

Obs.: Aqui você encontra o Ordinário da Missa Tridentina.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Missa Tridentina - Parte 1.

Caríssimos leitores,
Salve Maria!

Durante alguns dias irei postar aqui, videos explicando as partes da Missa Tridentina, como forma de estudo e conhecimento.

A parte de hoje será o Asperges Me e o Vidi Aquam (No Tempo Pascal). Ele não é uma parte da Missa, ele ocorre antes da Santa Missa ter o seu início. 
O Padre asperge água benta nos fiéis relembrando a água do nosso batismo.

Vejamos Asperges Me:


Asperges Me, Domine
Hyssopo et mundabor
Lavabis me
Et super nivem dealbabor.

Miserere mei, Deus
Secundum magnam misericordiam tuam.

Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto
Sicut erat in principio et nunc et semper
Et in saecula saeculorum.
Amen.

Vejamos o Vidi Aquam:


Vidi aquam egredientem de templo,
a latere dextro, alleluia:
et omnes, ad quos pervenit aqua ista,
salvi facti sunt, et dicent, alleluia, alleluia.

V. Confitemini Domino quoniam bonus:
R. Quoniam in saeculum misericordia eius.

V. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto:
R. Sicut erat in principio, et nunc, et semper,
et in saecula sæculorum. Amen.

Obs.: O Vidi Aquam é usado somente no Tempo Pascal.

Ao final da aspersão, o Padre altenando com os coroinhas e o povo, faz a seguinte oração:

V. Ostende nobis, Domine, misericordiam tuam. (No Tempo Pascal: Alleluia)
Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

R. Et salutare tuum da nobis. (No Tempo Pascal: Alleluia)
E Dai-nos a vossa salvação.

V. Domine, exaudi orationem meam.
Senhor, ouvi a minha oração.

R. Et clamor meus ad te véniat.
E fazei subir até Vós o meu clamor.

V. Dominus vobiscum.
O Senhor Esteja Convosco.

R. Et cum spíritu tuo.
E com teu Espírito.

V. Oremus.
 Exaudi nos, Domine sancte, Pater omnipotens, aeterne Deus, + et mittere digneris sanctum Angelum tuum de coelis; * qui custodiat, foveat, protegat, visitet atque defendat omnes habitantes in hoc habitaculo. Per Christum Dominum nostrum.
R. Amen.

V. Oremos.
Ouve-nos, ó Senhor santo, Pai onipotente, eterno Deus, digne enviar + teu santo Anjo do céu; * para manter, valorizar, proteger, visitar e para defender todos os que habitam nesta casa. Por Cristo nosso Senhor.
R. Amém.


Tradução dos Hinos.

Asperges Me:

Asperges-Me, Senhor
Com o hissopo e ficarei puro
Lava-me
E ficarei mais branco que a neve.

Tem piedade de mim, ó Deus
Segundo sua misericórdia infinita

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo
Assim como era no princípio agora e sempre
Por todos os séculos dos séculos
Amém.


Vidi Aquam:

Eu vi a água que saía do templo,
do lado direito, aleluia.
E todos aqueles a quem que a água veio,
foram salvos, e eles dirão: Aleluia, Aleluia.

V. Louvai o Senhor porque Ele é bom:
R. Por sua benignidade dura para sempre.

V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo:
R. Como era no princípio agora e sempre,
por todos os séculos dos séculos. Amém.


Sancta Dei Genitrix, ora pro Nobis!

Augusto Cesar.
(Magistri Officiorum Dei Ecclesiae Catholica)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Fim do Homem. 4º Semana Depois da Páscoa.


Nenhum de vós me interroga: "Para onde ides?"

Quantos cristãos negligentes no que diz respeito ao seu fim, merecem a censura que o Salvador dirige ao descuido dos seus discípulos!

Na ordem moral, a questão sobre o fim do homem domina todas as outras. É de suma importância que conheçamos o nosso supremo destino, o que devemos a Deus, e o que nos leva ao cumprimento dos grandes deveres que temos para Ele.


I- À pergunta: qual é o fim supremo do homem, respondemos:

1. O homem recebeu de Deus o benefício inapreciável da vida e todas as prerrogativas de que é dotado; é portanto, propriedade de Deus; pertence a Deus que é seu proprietário essencial, supremo e irresistível.

2. Só em Deus pode encontrar a satisfação ao seu desejo de perfeição e felicidade completa. Deve, portanto, tender para Deus. Deus é o seu fim supremo.


II- Que é que o homem deve a Deus?

Deve conhecê-lo, amá-lo e servi-lo.

Proprietário absoluto das nossas faculdades e de todo o nosso ser, devemos-lhe o obséquio da inteligência, da vontade, do coração-do nosso corpo e da nossa alma.

Devemos servir a Deus e só a ele, sem reservas, sem restrições, sem divisão...

 
III- Qual é o interesse que tem um homem em servir a Deus?

1. Só Deus pode torna-lo feliz... Só Deus pode encher o abismo do seu coração...

2. Só Deus pode fazê-lo compreender o preço da sua alma.

Conheçamos, amemos e sirvamos a Deus! É nosso dever; é o meio de sermos felizes na terra e no céu.

Missal Dominical Popular.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A Verdade e a Mentira.

Caríssimos leitores,
Salve Maria!

Estava Eu pensando com "meus botões" que daria um tempo de postar coisas sobre a Missa Nova, pois é uma coisa cuja a realidade eu deixei de viver, Louvado seja Deus, por isso! Mas eu não consegui. Vi videos na internet que sinceramente, são videos que não há condições de chamar de Missa o que será mostrado.

De vez em quando, converso com algumas pessoas que dizem que a Missa promulgada pelo Papa Paulo VI é a melhor Missa, pois, é uma Missa no qual as pessoas entendem, o Padre tem uma "presença" maior com o povo (já que ele fica atrás do Altar), e como a Missa é pro povo, há uma melhor participação dos mesmos. E ainda acrescentam: a Igreja está certa em rezar esta Missa, pois ela tem que andar com o povo, e não parar no tempo.

Pois bem! Queria aqui bater na tecla que eu sempre bato!

Primeiro: Missa não é para o povo e sim: para Deus!

Segundo: A Missa promulgada pelo Papa Paulo VI é uma Missa com tendências protestantes, além da sua tradução ser totalmente deturpada. Logo, não há outro jeito de rezar a Santa Missa, senão a Missa promulgada pelo Papa São Pio V - A Missa Tridentina.

Terceiro:  A Verdade não muda conforme o nosso "bel-prazer". Ela não necessita do nosso gosto para ser Verdade. A Verdade não muda com o tempo. Se muda, logo não é verdade. No Livro de São João capítulo 8 versículo 44 diz: "O Pai de vocês é o diabo, e vocês querem realizar o desejo do pai de vocês. Desde o começo ele é assassino, e nunca esteve com a verdade, por que nele não existe a verdade. Quando ele fala mentira, fala o que é dele, por que ele é mentiroso e pai da mentira".

Para as pessoas que dizem que a Missa Nova é a melhor: PAREM DE ACHAR ISSO! A Igreja não tem que acompanhar o povo, o Catolicismo não tem que ser Progressista, pois, tudo o que ele faz e para agradar a Deus. "Quer agrade, quer desagrade", como diz o Apóstolo São Paulo.


Agora pensem: esses videos que estão aqui podem ser chamados de Missa? Sinceramente: EU TENHO CERTEZA QUE NÃO! E Eu me ARREPENDO PROFUNDAMENTE de um dia como coroinha ter acolitado em uma coisa dessas. Gente! ISSO NÃO EXISTE!



Procissão de Entrada?!



Entrada da Bíblia?!



Danças pagãs no ofertório. Da igreja para um terreiro!



Santo?!


Que Deus a cada dia perdoe-nos pelos nossos pecados, mas perdoe principalmente aqueles que se entregam a mentira sabendo da verdade.

Sancta Dei Génitrix, ora pro Nobis!

Augusto Cesar.
(Magistri Officiorum Dei Ecclesiae Catholica)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Uma Verdade Mostrada de Forma Engraçada.


Caríssimos leitores,
Salve Maria!

Não sei se essa imagem já circulou em algum outro blog tradicional, e nem sei se foi o certo colocá-la aqui. Mas achei ela engraçada, além de mostrar a verdade.

Augusto Cesar.
(Magistri Officiorum Dei Ecclesiae Catholica)

Imagem: Carlos Henrique Wolkartt do blog: Christi Fidei.

domingo, 15 de maio de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Nossa Senhora de Fátima!


Nossa Senhora de Fátima (ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é uma das designações atribuídas à Virgem Maria que, segundo a Igreja Católica, terá aparecido repetidamente a três pastores, crianças na altura das aparições, no lugar de Fátima, tendo a primeira aparição acontecido no dia 13 de Maio de 1917. Estas aparições terão continuado durante seis meses seguidos, sempre no mesmo dia (exceptuando em Agosto). A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, sendo portanto aceite a combinação dos dois nomes - dando origem a "Nossa Senhora do Rosário de Fátima" - pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia consigo era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do Santo Rosário.

Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao concelho de Ourém, Portugal.

Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura, teriam visto, em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol".

Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de junho, 13 de julho e 13 de setembro. Em agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho no dia 13 de agosto.

A 13 de outubro, estando presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora teria dito às crianças: "Eu sou a Senhora do Rosário" e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido às três crianças em julho e setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenómeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenómeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural. Entretanto, testemunhas da época afirmaram que o facto não aconteceu com o sol (este ficou do mesmo tamanho) mas sim com um objecto luminoso que se destacou no céu, girando sobre si próprio e mudando de cor.

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tui), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Anos mais tarde, nas suas Memórias, Lúcia contou ainda que, entre abril e outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".

Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.

Fatima Virgo, ora pro Nobis.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Missa Sertaneja. TREM BÃO?

Caríssimos leitores,
Salve Maria!

Mais uma vez me deparo com um absurdo! O pior de tudo é que uma imagem vale mais do que mil palavras, e são duas imagens. Vejam:


Missa sertaneja? É isso mesmo? Missa?!


Consagração? Participação no Sacrifício? Piedade?!

A cada dia que passa, creio que cada um de nós fica muito triste quando vê uma coisa dessas. As pessoas esquecem-se do verdadeiro sentido da Santa Missa, mas e os Padres? Pessoas nas quais deveriam zelar para que uma coisa dessas não ocorra, o que está acontecendo com eles? Onde se encontra em algumas dessas fotos a dignidade para com a liturgia, o zelo para com os paramentos, entre outros? Isso é fruto do modernismo! E o pior é que ainda tem gente que diz que isso é certo. "Missa Sertaneja" existe? Isso pode ser chamado de Missa?

A alguns dias atrás conversando com um jovem de uma paróquia modernista, ele me dizia coisas sobre o Código de Direito Canônico atual. Nesse código dizia que uma comunidade na qual não houvesse sacerdote para rezar a Santa Missa, passava-se a função para um "Ministro da Palavra", seja essa pessoa homem ou mulher, e alí se fazia uma celebração sendo a distribuição da comunhão feita por "Ministros Extraordinários da Comunhão", também independente do sexo. Nesse mesmo código dizia que uma comunidade onde não há sacerdotes, ministros nem da palavra e nem da comunhão, os leigos poderiam administrar os sacramentos como: batismo, comunhão e também fazer as tais celebrações da palavra, que não passam de meros cultos protestantes!

Conversando com esse mesmo jovem, ele me dizia o quão importante é a animação na Santa Missa: cantos animados, bateria, guitarra, violão, e qualquer outro tipo de instrumento que faça com que as pessoas "vibrem" e assim gostem. Quando tentei retrucar ele me dizia: não seja tão rígido! O Concílio Vaticano II diz que a liturgia tem que ter criatividade, pois, a igreja de hoje tem que ir de encontro ao povo, pois a Missa é para o povo!

Será que esses problemas na Igreja só se agravam e isso tudo nunca acaba? Que tipo de documento diz que na Missa além de animação deve ter criatividade? Triste! E muito! Todos dizem que no fim tudo dá certo. Me desculpem, esse é o fim e Eu não estou vendo nada dando certo!

Rezemos intensamente a Deus e a Sempre Virgem Maria, para que toda a confusão, toda falta de respeito e dignidade para com Nosso Senhor acabem! E que a Igreja seja o que ela sempre foi, com a Missa que ela sempre teve, com todo o respeito e toda a dignidade que nunca deveriam ter sido perdidos!

Sancta Dei Génitrix, ora pro Nobis!

Augusto Cesar.
(Magistri Officiorum Dei Ecclesiae Catholica)



Imagens: Carlos Henrique Wolkartt do Blog Christi Fidei.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sobre o Encontro de Assis.


PEDRO, TU ME AMAS?


Pe. Marcelo Tenório

Aproxima-se o chamado “Encontro de Assis”, no qual o Santo Padre Bento XVI se reunirá com vários líderes religiosos do mundo para juntos rezarem pela paz.

O primeiro encontro de Assis aconteceu em 27 de outubro de 1988, convocado pelo Papa João Paulo II. Lembro-me bem deste dia. Em minha diocese de origem, por determinação do bispo (mas acredito que a mesma coisa ocorreu em todo Brasil), todos os sinos, ao meio-dia, repicaram pelo entusiasmo e alegria desta iniciativa. Entusiasmo que foi-se diluindo ao se perceber, na verdade, o que acontecia em Assis: a consagração ecumênica e inter-religiosa elevada a um grau sem precedentes. Este novo encontro quer comemorar os 25 anos daquele I Encontro.

Se muitos aplaudiram o gesto de João Paulo II, vendo nisso um ato de “fraternidade” universal, muitos outros, inclusive cardeais, se opuseram desde o início ao evento. Sabe-se que o próprio cardeal Ratzinger, prefeito do Santo Ofício, foi um dos que desaprovou, mas que depois, teve a dura tarefa de “teologizar” o que parecia estranho e ao mesmo tempo inédito: um Papa está rezando junto com cristãos, não cristãos, esotéricos e bruxos..., acontecimento sem precedentes na história.

O Santo Padre Pio XI, em 1928, já percebia o perigo desse humanismo crescente, que de fato não era de todo desconhecido. O Papa Pio X já o observara e já o condenara dando-lhe nome: Modernismo. Coube então a Pio XI, seguindo seu predecessor, condenar esses erros e essas tentativas, mais tarde defendidos por um grupo cada vez mais crescente, e escreveu a famosa Carta Encíclica “Mortalium Animos”, que vai verter justamente sobre o desejo do homem moderno por uma paz, uma fraternidade e um diálogo universal, que desemboca em reuniões ecumênicas entre pagãos e crentes. Ouçamo-lo:“Ânsia Universal de Paz e FraternidadeTalvez jamais em uma outra época os espíritos dos mortais foram tomados por um tão grande desejo daquela fraterna amizade, pela qual em razão da unidade e identidade de natureza – somos estreitados e unidos entre nós, amizade esta que deve ser robustecida e orientada para o bem comum da sociedade humana, quanto vemos ter acontecido nestes nossos tempos. (...)

A Fraternidade na Religião. Congressos EcumênicosEntretanto, alguns lutam por realizar coisa não dessemelhante quanto à ordenação da Lei Nova trazida por Cristo, Nosso Senhor.

Pois, tendo como certo que rarissimamente se encontram homens privados de todo sentimento religioso, por isto, parece, passaram a ter a esperança de que, sem dificuldade, ocorrerá que os povos, embora cada um sustente sentença diferente sobre as coisas divinas, concordarão fraternalmente na profissão de algumas doutrinas como que em um fundamento comum da vida espiritual.

Por isto costumam realizar por si mesmos convenções, assembléias e pregações, com não medíocre frequência de ouvintes e para elas convocam, para debates, promiscuamente, a todos: pagãos de todas as espécies, fiéis de Cristo, os que infelizmente se afastaram de Cristo e os que obstinada e pertinazmente contradizem à sua natureza divina e à sua missão. (...).” E ainda, continua o papa:

“...Sem dúvida, estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira, elas alargam e significam de modo igual aquele sentido ingênito e nativo em nós, pelo qual somos levados para Deus e reconhecemos obsequiosamente o seu império.

Erram e estão enganados, portanto, os que possuem esta opinião: pervertendo o conceito da verdadeira religião, eles repudiam-na e gradualmente inclinam-se para o chamado Naturalismo e para o Ateísmo. Daí segue-se claramente que quem concorda com os que pensam e empreendem tais coisas afasta-se inteiramente da religião divinamente revelada.” (M. A. I, II e III)

Uma das vozes que se levantou contra o Encontro de Assis, na época, foi a de Mons. Marcel Lefébvre: “a Igreja nunca antes tinha sido humilhado de tal forma no curso de sua história... O escândalo dado às almas dos católicos não pode ser medido. A Igreja está abalada até os alicerces”, disse o prelado.

A questão é que o Encontro de Assis pôs a Religião Verdadeira em pé de igualdade com as falsas religiões, o erro ao lado da Verdade; Pedro ao lado de Lutero; Deus ao lado do demônio. E isso, sem dúvida alguma, constituiu um “Escândalo sem precedência”.

Na leitura da paixão, que acabamos de refletir quando dos exercícios quaresmais, sobretudo na semana santa, deparamo-nos com a pergunta de Pilatos a Jesus: “O que é a Verdade?” – Pergunta que ficou sem a resposta do Salvador. Nada lhe disse, pois sabia Ele que Pilatos não buscava sinceramente a Verdade e por isso não fazia parte de seu rebanho: “Todo aquele que é da Verdade, ouve a minha voz.” (Jo.18, 37)

Mas o que é a Verdade? Ele mesmo nos responde: “Eu SOU!”

Na Santa Missa, antes do Pater Noster, o sacerdote reza, traçando três cruzes com o Santíssimo Corpo sob o precioso Sangue o “Per Ipsum, Et Cum Ipso, Et in Ipso...”; é a doxologia perfeita: “Por Cristo, com Cristo e em Cristo”. De forma que, tudo deve levar à Verdade sem a qual ninguém poderá se salvar: a Verdade Católica!

E o Encontro de Assis o que trouxe de bom? Nada! Pelo contrário, consagrou a idéia difundida, até em meios eclesiásticos, de que toda religião é boa... Não importa o que se professa, desde que faça o homem mais justo, humano e fraterno. Ora, isso é o puro humanismo do qual falava Pio XI, acima.

Teilhard de Chardin, arauto de teorias humanísticas e de uma cosmovisão inaudita, em 1948, ao Pe. Assistente do Superior Geral dos Jesuítas, escreve:

“Necessidade urgente para a fé cristã naquEle que está Lá-em-Cima de incorporar a Neo-Fé humana em um Lá-Adiante nascido (já nasceu, e para sempre...) da aparição objetiva diante de nós de um Ultra-Humano (desencadeamento de um neo-Humanismo, que arrasta automaticamente um neo- Cristianismo). (Claude Cuénot, op, cit. pp. 327-328).

Percebe-se aqui, já nos tempos de Pio XII, que a corrente do humanismo, em seu grande expoente, o Pe. Teilhard de Chardin, movimentava-se na urgência de incorporar a Fé Cristã ao neo-humanismo, para assim desembocar numa religião do amor e da fraternidade cósmica, na qual o homem não seria mais submetido ao rigor da fé ou de uma moral rígida, insustentável, e incompreensível aos tempos modernos.

E ainda em carta a Leontine Zante, em 1936, Chardin escreve:

“Aquilo que domina crescentemente o meu interesse é o esforço para estabelecer dentro de mim mesmo e para difundir em torno de mim uma nova religião (chamemo-la, se você quiser, uma cristandade desenvolvida) na qual o Deus pessoal não seria mais o neolítico grande proprietário de terras dos tempos ultrapassados, mas a alma do mundo” (Apud Padre G.H. Duggan, S. M., The Collapse of the Church in the West - 1960-2000).

Em 19 de junho de 1960, o cardeal Montini, arcebispo de Milão, escrevendo sobre o Trabalho e o Cristianismo, falou sobre o advento de uma nova religião que em breve despontaria. A religião do amanhã seria, talvez, a Religião do Homem:

“O homem moderno não chegará, um dia, à medida que seus estudos científicos progredirem e descobrirem realidades escondidas atrás do rosto mudo da matéria, a prestar atenção à voz maravilhosa do Espírito que palpita nela? Não será a religião do amanhã? O próprio Einstein entreviu a espontaneidade de uma religião de hoje?...” (Discurso em 27 de Março 1960, apud Documentation Catholique, nº 133, 19 de junho de1960).

Já como Papa Paulo VI, o ex-cardeal Montini, pronuncia este discurso famoso, no encerramento do Concílio Vaticano II:

“... A Igreja do Concílio [Vaticano II] se ocupou bastante do homem, do homem tal qual ele se apresenta em nossa época, o homem vivo, o homem todo ocupado consigo mesmo, o homem que se faz centro de tudo aquilo que o interessa, mas que ousa ser o princípio e a razão última de toda a realidade... O humanismo laico e profano, enfim, apareceu na sua terrível estatura, e, em certo sentido, desafiou o Concílio. A religião de Deus que se fez homem encontrou-se com a religião do homem que se fez Deus.Que aconteceu? Um choque, uma luta, um anátema? Isso poderia ter acontecido, mas isso não aconteceu. A antiga história do samaritano foi o modelo da espiritualidade do Concílio. Uma imensa simpatia o [o Concílio] investiu inteiramente. A descoberta das necessidades humanas absorveu a atenção deste Concílio. Reconhecei-lhe ao menos este mérito, ó vós humanistas modernos, que haveis renunciado à transcendência das coisas supremas, que saibais reconhecer o nosso novo humanismo: também nós, Nós, mais que qualquer outro, nós temos o culto do homem” (Paulo VI, Discurso de Encerramento do Vaticano II, 7 de Dezembro de 1965).

E ainda:

“Que o mundo saiba que a Igreja o olha com uma profunda compreensão, com uma admiração verdadeira, sinceramente disposta, não a subjugá-lo, mas a servi-lo” (29 Set 1963, após a 2ª sessão do Concílio).

“A Igreja aceita, reconhece, e serve ao mundo tal como ele se apresenta a ela atualmente.”

“Certamente, ouvimos falar da severidade dos Santos quanto aos males do mundo. Muitos ainda estão familiarizados com os livros de ascese, que contêm um julgamento globalmente negativo sobre a corrupção terrestre. Mas, também é certo que vivemos num clima espiritual diferente, e estamos sendo convidados, especialmente pelo presente Concílio, a lançar um olhar otimista sobre o mundo moderno, seus valores, conquistas... A célebre Constituição Gaudium Et Spes é, toda ela, encorajamento a essa nova atitude espiritual” (Doc.Cath. 21 Jul 1974, n.° 1658, pp. 60 e 61).

A partir de então, o clima era de fraternidade. Não mais anátema, não mais condenações, mas uma certa “simpatia” pelo homem que com sua religião própria se faz Deus.

Este é o verdadeiro espírito de Assis. A Igreja não é mais vista como a que detêm a Verdade plena, mas apenas e no mínimo uma entre tantas outras. De “Mãe e Mestra da Verdade”, de “Corpo Místico de Cristo”, passa a ser “servidora do homem”.

Em Assis o Papa ficará ao meio, visto que é o dono da casa, mas nada impede que, pelo espírito de comunhão universal, algum outro “guia” espiritual o convide para encontro semelhante. Lá ele não ficará no centro, não presidirá, será apenas um entre outros...

“Pedro, tu me amas?”

Esta pergunta de Nosso Senhor a Pedro feita por três vezes quer ressaltar a grandiosa importância do Vigário de Cristo na terra. Do amor, que não é mero sentimento, mas querer. Pedro deve passar ao exercício de sua missão que é a confirmação na Fé de seus irmãos.

No original grego, esse texto nos apresenta algo muito particular e interessante. Dois verbos se contrapõem: o falado por Nosso Senhor em sua pergunta a Pedro e o usado por Pedro em sua resposta a Nosso Senhor.

“Pedro, tu me amas?” – Jesus usa o verbo αγάπη, ágape, que significa um amor maior, um amor sacrifical, um amor que dá a vida.

“... Tu sabes que eu te amo” – Na resposta de Pedro não se percebe o mesmo verbo de Jesus, mas um verbo inferior, correspondente a um simples “gostar”: γεύση.

Mesmo vacilante, é Simão o escolhido: “Apascenta as minhas ovelhas!”. Sabemos o significado da imposição do nome para um judeu. Nosso Senhor chama de Rocha, aquele que de nome e de fato era apenas um “caniço”: Tu és Pedro! – Eis o mistério que envolve a pedra sobre a qual a Igreja é edificada.

Mesmo vacilante, Pedro é a Pedra. Sabemos que todos os atos, gestos, colocações de um Papa não estão revestidos do caráter da Infalibilidade. Tornar infalível tudo o que ele faz e diz é não compreender a doutrina católica proferida solenemente no Concílio Vaticano I, quando da proclamação do dogma da infalibilidade papal. Deve-se entender bem quando o Vigário de Cristo, pelo uso de seu Múnus pleno, supremo e universal, define de forma infalível uma doutrina. Na história da Igreja temos muitos exemplos disso. O papa Libério não se fez “rocha”, mas “caniço”, quando favoreceu à heresia Ariana. O grande Pio IX, no início de seu reinado favoreceu aos liberais, chegando a nomear um primeiro ministro para a Itália nada católico, sendo aplaudido pela maçonaria em todo mundo, entretanto proclamou ele o Dogma da Imaculada Conceição o da Infalibilidade papal, além de escrever o Syllabus. S. Pio X, por sua vez, deixou-se enganar pelo movimento de Sillon, de Marc Sangnier; recomendou que os bispos da França abrissem-lhes as portas, mas depois, percebendo os erros, o condenou severamente (Carta Apostólica Notre Charge Apostolique, Pio X).

Mas tudo isso não tira do papa o que ele é: A rocha.

No mundo inteiro, católicos têm suplicado ao Santo Padre que não vá a Assis. Com filial devoção, esperam que Bento XVI tome um caminho diferente. Que nos confirme na fé. Um filho pode colocar-se diante do pai até para discordar de suas atitudes. São Bento ensina na Sta. Regra que o Abade deve está atento aos mais novos, porque às vezes Deus serve-se deles para exortar. Santa Catarina de Sena, humildemente, suplica ao papa que retorne a Roma, onde é o seu lugar.

Desprovido da santidade de Catarina de Sena e de sua grandíssima humildade, uno-me a todos os fiéis e sacerdotes que, compreendendo, o perigo do Encontro de Assis, roga ao Papa: “Santo Padre, não vá a Assis, confirma-nos na Fé!”

E que Fé é esta? A mesma que nos foi dada por Nosso Senhor e transmitida até nós pelos apóstolos. A Fé pela qual os mártires derramaram seu sangue, os doutores ensinaram, os missionários anunciaram... A Fé de sempre que brilha na Igreja de todos os tempos como luz que não conhece ocaso. A Fé como ensina o Credo dos Apóstolos; a Fé como proclamada por Santo Atanásio no Quocunque:

“Quem quiser salvar-se deve antes de tudo professar a fé católica. Porque aquele que não a professar, integral e inviolavelmente, perecerá sem dúvida por toda a eternidade...”

Não se pode julgar as intenções de João Paulo II, como não nos atrevemos a julgar as intenções de Bento XVI com esse novo encontro de Assis. O fato é que o Encontro de Assis criou problemas graves à unidade da Fé, bem como à unidade litúrgica e disciplina eclesiástica, todavia, mais grave são os maus frutos que vão do escândalo à blasfêmia, como ocorreu e foi amplamente divulgado pelos meios de comunicação. Chegou-se ao cúmulo de se colocar uma imagem de Buda em cima do altar onde repousam as relíquias de S. Vitorino, morto 400 anos depois de Cristo por testemunhar a Fé, para ser reverenciada pelos budistas ali presentes... Soube ainda, e de fontes seguras, que, após o encontro, conscientes da profanação que ali acontecera, devido ao uso dos altares por cada seita, a basílica teria sido, às portas fechadas, re-consagrada durante a noite.

O que se busca nesse encontro? A Paz. No primeiro encontro de Assis, realizado na frente da porciúncula, via-se a palavra paz em todas as línguas. Todos se reuniram para pedir aos seus “deuses” a Paz. Digo “a seus deuses”, porque o conceito, a idéia de Deus é bem diferente nas religiões e seitas existentes. O que seria, então, Deus para os hinduístas, brahmistas, hare krishna e todos os outros nomes estranhos e difíceis de se pronunciar? Certamente não é o mesmo Deus Uno e Trino, do cristianismo católico.

Na Dominus Iesus, da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, escrita pelo próprio cardeal Ratzinger, acolhida com entusiasmo por uns e desprezo por outros, lemos coisas “bem católicas”, e que por muito tempo já não se dizia nem se defendia mais. Não que se negasse, de frente, o dogma “Fora da Igreja não há Salvação”, mas ou se esquecia de ensinar, em nome de uma fraternidade sem fronteiras, ou se dava uma nova interpretação mais moderna e menos católica.

Pude escutar muitos “famosos” teólogos doutores, aqui no Brasil, desdenhando a Dominus Iesus. Estive presente num encontro para padres e seminaristas onde o teólogo-doutor, além de menosprezar o documento, orientava que se jogasse na gaveta.“... Assim, e em relação com a unicidade e universalidade da mediação salvífica de Jesus Cristo, deve crer-se firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por Ele fundada. Como existe um só Cristo, também existe um só seu Corpo e uma só sua Esposa: uma só Igreja católica e apostólica.” (Declaração Dominus Iesus).

Percebe-se, claramente, uma dissonância entre o que se ler aqui e a prática do encontro de Assis que iguala todas as religiões e, se as religiões são igualadas, deve-se crer, a partir daí, que já não há uma objetividade na Verdade, mas um relativismo que deve permear o crer (a Fé), o celebrar (o culto), o agir (a Moralidade dos atos).

Em 25 de janeiro de 2002, entusiasmado com o sucesso do II encontro de Assis, Pe. Vicenzo Coli, superior do convento de S. Francisco, fez a seguinte proposta: “que Assis possa promover um encontro anual para celebrar o sagrado ser humano” (Folha de S. Paulo, Cad.A, pg A-11, de 25/01/02).

Claro, a expressão usada pelo Pe. Coli é o resumo de tudo para onde caminha Assis: ao pantheon, onde o culto do homem possui também o seu altar.

Pergunta-se: por que um papa como Bento XVI, que sabe-se não ter desejado o I encontro de Assis, e de ter feito o que pôde para que o II encontro, realizado em 24 de janeiro de 2002, não parecesse tão escandaloso como o primeiro, resolveu convocar o III Encontro de Assis? Possuidor de uma invejável inteligência, reconhecida até por seus inimigos, como cardeal constatou tudo o que aconteceu nos arredores de Assis e na Igreja inteira, depois disso.

O professor Dr. Peter Beverhaus, emérito em missiologia e teologia ecumênica na Faculdade de Tubinger, na Alemanha, a mesma onde o Card. Ratzinger ensinava, recebeu uma mensagem pessoal do Santo Padre, na qual o Pontífice tratava de Assis. Nela há uma insinuação de que ele, Bento XVI, não foi o promotor deste III evento. Vejamos:

“Pode-se deduzir da carta que a iniciativa deste evento de aniversário, que, de fato, ele considerou necessário, aparentemente não partiu dele. Ele, no entanto, comparecerá e, como escreve literalmente, ‘tentará determinar a direção como um todo e fazer tudo [que estiver a seu alcance] para impossibilitar uma explicação sincretista ou relativista do acontecimento’. Ele explicitamente me autorizou a tornar pública esta sua opinião, mas pediu para deixar claro que eu confio que o Papa permanece firme naquilo que ele é chamado por conta de sua função — isto é, fortalecer seus irmãos na fé em Jesus Cristo como único Filho de Deus e Redentor e confessá-Lo inequivocamente” (Em Kirchliche Umschau, abril 2011, fonte: Rorate Caeli).

Rezemos pelo Santo Padre mais ainda, para que cumprindo sua missão possa, sem hesitar, golpear o liberalismo em seu âmago e assim responder – até com o martírio, se for preciso – intrepidamente, sem vacilar, mas com heróica firmeza:“Senhor, tu sabes tudo de mim. Tu sabes que eu te amo!”

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mudando aos poucos.

Olá a todos,
Salve Maria!

Depois de quase uma semana sem postar no blog, vim para expressar a minha felicidade!
Como muitos sabiam, Eu era de uma paróquia modernista e seguia a tradição indo à Santa Missa Tridentina uma vez por mês.
A partir do dia 22 deste mês, poderei seguir a tradição frequentemente, se assim Deus continuar me permitindo fazer o que é certo. Na tal igreja eu ajudava como acólito, e assim, já não havendo como ir também por outros motivos, eu pedi o meu afastamento.



Peço que rezem por mim e desde já agradeço!

Fiquemos com Deus!
Sancta Dei Génitrix, ora pro Nobis!

Augusto Cesar.
(Magistri Officiorum Dei Ecclesiae Catholica).

domingo, 1 de maio de 2011

Jesus, Eu confio em Vós!



O QUE É DEVOÇÃO À DIVINA MISERICÓRDIA?

O testemunho de vida e a missão de Santa Faustina indicam nosso dever de proclamar e introduzir, em nossas vidas, a oração e o mistério da misericórdia.

Helena Kowaslka nasceu no ano de l905, na Polônia. Desde pequena, teve inclinação para a oração e para o trabalho. Aos vinte anos, entrou para a Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, na qual passou os treze últimos anos de sua vida, e passou a chamar-se, após os votos, Maria Faustina. Os anos de sua vida religiosa foram marcados por sofrimentos e, ao mesmo tempo, por graças místicas. O Senhor concedeu a ela dons extraordinários, como: visões, aparições, participação na Paixão de Cristo, união mística e o conhecimento do mistério da Sua Misericórdia. A ela o Senhor revelou: “No antigo testamento enviei ao meu povo os profetas. Hoje mando à humanidade a minha misericórdia. Não quero punir a humanidade que sofre com o pecado, mas desejo guiá-la e trazê-la ao Meu coração misericordioso”.

João Paulo II escreveu: “Cristo chamou Santa Faustina a um grande apostolado da misericórdia, em meados da Segunda Guerra mundial. Santa Faustina tinha consciência da importância da mensagem que havia recebido de Cristo, porém, não podia saber quando a mesma seria difundida no mundo. Em nossos tempos, o mundo carece da misericórdia de Deus. A mensagem é um forte chamado à confiança viva: “Jesus, eu confio em Vós”. É difícil encontrar oração mais expressiva do que esta, transmitida por Santa Faustina”.

Santa Faustina, consumida pela tuberculose, aceitou todo o seu sofrimento como sacrifício pelos pecadores. Morreu em Cracóvia, no dia 5 de outubro de l938, com 33 anos.

No segundo Domingo da Páscoa, em 18 de abril de 1993, o papa João Paulo II, na Praça de São Pedro, em Roma, a elevou à glória dos altares.


O DOMINGO DA MISERICÓRDIA

Jesus comunica a Santa Faustina o Seu firme desejo: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Sim, o primeiro Domingo depois da Páscoa é a FESTA DA MISERICÓRDIA”.

Por que esse ardente desejo de Jesus de que seja celebrada a Festa da Misericórdia?

Jesus deseja esta Festa, porque Ele ama os pecadores com misericórdia infinita. A festa da Misericórdia é a Festa de Cristo Ressuscitado. É a festa do amor compassivo de Deus para conosco manifestado através de Jesus.

Jesus veio ao mundo para dizer a todos que Deus Pai, nos ama infinitamente e a todos quer salvar.

Em maio de 2000, João Paulo II instituiu a Festa da Divina Misericórdia para toda a Igreja, decretando que a partir de então o II Domingo da Páscoa passasse a se chamar DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA.

Jesus promete: “Neste dia, estão abertas as entranhas da minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das penas e culpas. Neste dia, estão abertas todas as comportas divinas pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim”.

Neste dia tão especial, podemos receber indulgências (Remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados). A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados. Todos os fiéis podem adquirir indulgências para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos.

Condições para se conseguir indulgências na FESTA DA MISERICÓRDIA:


Indulgência Plenária:

1-confissão sacramental;
2-comunhão eucarística no dia da Festa;
3-orações segundo a intenção do papa: Pai-nosso, Ave-Maria e Glória.


Indulgência Parcial:

Ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas.


DEVOÇÃO À IMAGEM

Jesus disse a Faustina: “Pinta uma imagem de acordo com o desenho que estás vendo, com a legenda: Jesus, eu confio em Vós. Desejo que esta imagem seja venerada primeiramente na capela das irmãs e depois no mundo inteiro.

Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na terra, a vitória sobre o inimigo, especialmente na hora da morte. Eu próprio a defenderei com Minha glória”

“Esses dois raios significam o Sangue e a Água: o raio pálido significa a água, que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue, que é vida das almas.

Ambos os raios saíram das entranhas de Minha Misericórdia quando, na cruz, o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança. Esses raios defendem as almas da ira de Meu Pai. Feliz quem viver à Sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus. Desejo que o primeiro domingo, depois da Páscoa, seja a Festa da Misericórdia”.

“Ofereço aos homens um vaso com a qual devem vir buscar graças na Fonte de Misericórdia. O vaso é esta própria imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós!

Quero que esta imagem, que pintarás com o pincel, seja benta solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”.

Neste dia podemos levar imagens e quadros para serem abençoados pelo sacerdote.


A HORA DA MISERICÓRDIA:

Jesus pediu a Faustina e por meio dela a todo mundo que veneremos Sua Paixão e Morte às três horas da tarde, hora em que morreu na cruz. Suas palavras foram: “Às três horas da tarde, implora à Minha Misericórdia especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei a alma que me pedir pela Minha paixão.

Lembro-te, minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Implora a onipotência dela em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque neste momento foi largamente aberta para toda a alma. Nesta hora conseguirás tudo para ti e par os outros. Nessa hora, realizou-se a graça para todo o mundo: a misericórdia venceu a justiça”.


Oração para as três horas da tarde.

Expiraste Jesus, mas vossa morte fez brotar um manancial de vida para as alma e o oceano de Vossa misericórdia inundou o mundo.

Ó fonte de vida, insondável misericórdia divina, abraça o mundo inteiro derramando sobre nós até Vossa última gota de sangue.

O Sangue e Água que jorraste do coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, EU CONFIO EM VÓS!

Neste domingo da Misericórdia Jesus nos convida a abrirmos os nossos corações à Sua infinita misericórdia: “Diz às almas que não impeçam a entrada da Minha misericórdia nos seus corações, pois Ela deseja tanto agir neles. A Minha misericórdia trabalha em todos os corações que lhe abrem as suas portas. E tanto o pecador como o justo necessitam da Minha misericórdia. A conversão e a perseverança são uma graça da Minha misericórdia”.

Em resposta podemos dizer: eu abro as portas do meu coração, te dou livre acesso. Pois com teu braço forte, realizas prodígios. Pois com Teu braço forte, Senhor me ergues do chão.

Com confiança podemos dizer: Jesus, fonte de milagres e prodígios, EU CONFIO EM VÓS!