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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

As Traduções da Missa Nova.

Se os próprios textos latinos da Missa nova (Novus Ordo) já extenuam a pureza e integridade da fé nas sua traduções em vernáculo nas diversas línguas esse problema se agrava.

Vejamos alguns exemplos da tradução portuguesa:

1. “Semper Virginem Mariam” traduzido por “A Virgem Maria” (Notar que os protestantes toleram chamar Nossa Senhora de Virgem Maria, mas nunca de sempre Virgem Maria).

2. “Et cum spiritu tuo” traduzido por “Ele esta no meio de nós” (Além de ser infiel, essa tradução insinua uma autonomia dos fiéis com relação ao sacerdócio hierárquico do celebrante, justamente no momento em que se deve marcar que as graças nos são dadas em razão do sacrifício realizado pelo padre no altar).

3. “Offerimus” traduzido por “Apresentamos” (Reforça a nova concepção do ofertório, em que os dons não são propriamente oferecidos a Deus em espírito sacrifical, mas apenas apresentados ao altar).

4. “Meum ac vestrum sacrificium” traduzido por “O nosso sacrifício” (Insinua identificacão do sacerdócio do padre com o dos fiéis).

5. “Cum Angelis et Archangelis, cum Thronis et Dominationibus, cunque omnia militiae caelestis exercitus” traduzido por “Com todos os anjos e santos”.

6. “Vita aeterna” traduzido por “Vida”.

7. “Morte perpétua” traduzido por “Morte”.

8. “Pro Eclesia tua Sancta Catholica” traduzido por “Pela vossa Igreja dispersa pelo mundo inteiro”.

9. “Ab aeterna damnatione” traduzido por “Da condenação”.

10. “Pro multis” traduzido por “Por todos” A respeito dessa “tradução” que ocorre na Consagração do vinho, é oportuno lembrar o comentário autorizado do Catecismo Romano):

“As palavras que se ajuntam “por vós e por muitos”, foram tomadas uma de S. Mateus, outra de S. Lucas. A Santa Igreja, guiada pelo Espírito de Deus, coordenou-as numa só frase, para que se exprimisse o fruto e a vantagem da Paixão.

“De fato, se considerarmos sua virtude, devemos reconhecer que o Salvador derramou Sangue pela salvação de todos os homens. Se atendermos, porém, ao fruto que os homens dele auferem, não custa compreender que sua eficácia se não estende a todos, mas sóa “muitos”homens.

“Dizendo, pois “por vós”, Nosso Senhor tinha em vista , quer as pessoas presentes, quer os eleitos dentre os judeus, como o eram os Discípulos a quem falava, com excessão de Judas,

“No entanto, ao acrescentar “por muitos”, queria aludir aos outros eleitos, fossem judeus ou gentios. Houve, pois, acerto em não se dizer “por todos”, visto que o texto só alude aos frutos da Paixão, e esta surtiu efeito salutar unicamente para os escolhidos” (Parte II, n. 24).

11. “Et cum spiritu tuo” (no rito da comunhão) traduzido por “O amor de Cristo nos uniu”. Dando ênfase ao caráter comunitário da assembléia ali reunida, no qual os progressistas tendem a ver como elemento essencial da missa).

Quanto aos termos equívocos e jogo de ambigüidades, convém notar que esta sempre foi a tática dos modernistas (e de todos os herejes) para difundir os seus erros. A este respeito, há uma declaração de intenção muito interessante, feita por D. Duschak, em 5 de novembro de 1962, ou seja, antes das promulgações do Concílio: “Minha idéia, diz ele, será introduzir uma missa ecumênica…”. Como se lhe perguntasse se esta proposição vinha de seus diocesanos, ele respondeu: “Não, eu penso mesmo que eles se oporiam, assim como se opõem numerosos bispos. Mas se se pudesse colocá-la em prática, eu creio que terminariam por aceitá-la” (sic). A redação ambivalente dos textos do Concílio a isso se prestaria. “Nós o exprimimos de maneira diplomática, mas, depois do Concílio, nós tiraremos as conclusões implícitas…” Diante dessa resolução de um membro da Comissão doutrinal, o nada suspeito teólogo Schilebeeckx, teve um sobressalde indignação: “Eu considero isso desonesto” (Le Rhin coule dans le Tibre, P. R. Wiltgen, S.V.D., p. 37-38)

12 comentários:

  1. Salve Maria!

    Que Deus continue abençoando seu raciocínio e sua fé; seja bravo e guerreiro, defendendo a Santa Igreja Católica!

    Parabéns!

    Gi.

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  2. a igreja nao precisa de fundamentalistas como vcs.
    a igreja tem que viver a missao com o povo.
    a missa deve ser para reunir a comunidade em um encontro fraternal com os irmaos.
    vcs sao tudo presos ao passado, nao querem renovar. a igreja precisa ser renovada no espirito santo. a igreja precisa de um novo petencoste!!!
    passar bem.....

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  3. Querido Daniel Golveia.
    Salve Maria!

    Queria aqui expor que não somos fundamentalistas, somos tradicionalistas.
    A Igreja tem que viver a Missão para Deus e não para o povo, pois, tudo o que é feito dentro dela, não é para o povo, é para Deus!
    Não somos presos ao passado, somos presos as coisas corretas, diferente desse povo da RCC que fa de tudo dentro de um lugar onde deveríamos fazer a memória de Cristo no Calvário, e vocês o que fazem? Transformam isso num espetáculo com luzes, cores, danças, gritos, palmas e muitas outras atrações.
    A Igreja não precisa de um novo Pentecostes(que é a palavra certa, nem isso você não sabe escrever), a Igreja precisa de gente que entenda o verdadeiro sentido da Santa Missa, se você o desconhece e assim faz da Missa o "Carnaval de Jesus", eu sinto muito! Que Deus perdoe a todos mas a você em particular!

    Pax Et Bonum! -> Se você souber o que isso!

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  4. Salve Maria!

    Sabe o que eu acho mais interessante é um infeliz entrar num Blog realmente Católico para despejar suas asneiras, pq vc não cria um Blog para vc, seu? Então no seu Blog senhor Daniel poderá escrever toda sorte de bobagens e "quisá" suas heresias!

    Vc afirmar que a Igreja precisa ser "renovada", é afirmar que Deus precisa se "renovar"; tudo que Deus ensinou para Igreja é atual, pois se todos pensassem como vc o que seria da Bíblia, quer coisa mais "velha"?

    Que afirmação mais sem fundamento, e levando por este lado, graças a Deus temos fundamento, e até me elogia chamar-me de fundamentalista! GRAÇAS A DEUS!

    Outra afirmação que demonstra o quanto vc não sabe o que fala é dizer que a Igreja "precisa" de um novo pentecoste; só se for a seita protestante que vc participa, pq a Igreja SEMPRE FOI E É ASSISTIDA PELO ESPÍRITO SANTO, e afirmar esta tolice que vc fez é o mesmo que dizer que ANTES ELA NÃO ERA CONDUZIDA POR ELE (Espírito Santo!).
    E se vc pensa que está correto em relação a estas bobagens que escreveu, saiba que dizer isto é desmentir os 2.000 anos de existência da Igreja.

    Enfia nesta cabeça oca; quando Deus revela sua verdade à Igreja, ESTA VERDADE NUNCA MUDARÁ! PORQUE DEUS NÃO MUDA E NÃO É MENTIROSO, PARA ORA DIZER UMA COISA, E DEPOIS VIR E DIZER OUTRA!

    VERDADE REVELADA NÃO MUDA!

    E A IGREJA SEMPRE FOI CONDUZIDA PELO ESPÍRITO SANTO NA MEDIDA, NA PROPORÇÃO EXATA DA SUA VONTADE!

    Esqueça esta bobagem de "novo pentecoste" e vá estudar a doutrina de sempre, sempre nova!

    Passar bem!

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  5. tadinhos eu tenho peninha de vcs.
    me diz em qual documento da igreja seja de qualquer papa diz que a missa de paulo vi e proibida.....se vcs me disserem eu paro de comentar kkkk....
    a missa de paolo vi é missa catolica, missa de catolicos desde quando foi feita e sempre sera ate o fim.....
    nunca ninguem nem mesmo um papa foi contra a missa doida em latim e de costas do povo que vcs gostam e que deveria ser totalmente condenada....
    a missa de paulo vi trouxe a saude para a igreja qye estava banhada em um mar de doenças..... e outra que bento xvi o atual papa nunca foi contra a missa de paulo vi....
    entao, bando de ignorantes, que o espirito de amor paire sobre a vida de vcs e que a burrice diminua kkkk.....

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  6. Olá Novamente, Daniel!
    Salve Maria!

    kkkkkkkkkk ->Só rindo de você, aceito seus comentários por que gosto de rir e fazer os meus seguidores rirem também. kkkkkkkkkk

    Filhinho de Deus, quem tem pena é galinha!!!
    A Bula Quo Primum Tempore do Papa São Pio V dizia claramente que a mesma não poderia sofrer alterações, ou seja, não poderia ser a missa que o Paulo VI inventou. Um Papa não desfaz o que o outro faz.
    Ah o certo é Paulo VI, e não Paolo vi.
    Preste atenção numa coisa: converta-se na verdadeira história da igreja, aquela que não contém heresias que nem essas besteiras que você vem escrevendo no meu blog.
    Você nem deve conhecer a igreja, deve conhecer a Igreja Católica Apostólica Romana RCC, que ao invés de estudar e ver o certo, causa uma pâne na cabeça das pessoas, e o que me surpreende é que muitos padres dizem que a RCC é o remédio da igreja, pra mim é uma droga, que vicia, e muito, que nem a maconha, o craque, a cocaína, entre outras...
    Os papas preferiram se calar, isso sim, e o que Bentro XVI está fazendo? Se você não sabe ele está voltando com a tradição! Seu herege!
    E ignorante é você! A Missa de costas pro povo se Chama Missa Tridentina, com mais excelência a Cristo! Por que uma Missa Carismática pra mim só tem Reboladores com Capeta na Cintura - RCC - Até combina a sigla. Bando de gente que ama atração. Lembra do que Bento XVI disse: Uma Igreja que procura ser acima de tudo atrativa já está no caminho errado. Pois a Igreja não trabalha por si, não trabalha para aumentar seus próprios números, e assim o seu poder. A Igreja está a serviço de um Outro."
    Veja o que você faz da sua vida, pois depois pode ser tarde!
    E eu não quero que esse espírito que paira sobre a sua cabeça, paire sobre minha, por que com certeza não é o espírito santo, deve ser os espíritos dos maçons, protestantes...que estavam com Paulo VI no Concílio Vaticano II.

    Que Deus perdoe a todos nós, mas em você em particular! Estou rezando pela sua Fé, pois ela é enganosa!

    Pax Et Bonum!

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  7. Prezado Daniel Golveia, salve Maria!

    Antes de tudo, ressalto que não replicarei seus comentários se, daqui em diante, eles não possuirem no mínimo a devida "educação verbal", tanto no sentido ofensivo quanto no gramatical; tal decisão tendo sabedoria que, como já dizia O. de Carvalho, "não há debate entre o conhecimento e a ignorância" (Rodericus Constantinus Grammaticus, o anti-estudante ou: O Homem do Mim; O. de Carvalho; 11.02.2007). Caso contrário, os argumentarei civilizadamente; e uma civilidade comentativa!

    Você inicia seu comentário com uma finória proposta que tem como objetivo o desencadeamento de uma fúria de expressões que podem vir a ser postadas aqui como comentários e, assim, você poder laçar com a corda da imbecilidade os vacilantes que, inocentes e inculpados, cair-se-ão em suas ocultas - mas claras - armadilhas. E armadilhas verbais, não argumentais.
    Tal proposta consiste em apresentarmos, num documento eclesial, a proibição da missa no Novus Ordo.
    Ora, podemos ir mais além de uma simples "proibição da missa de Paulo VI". Ousamos dizer, sem medo de errar: a missa nova não deveria sequer ter existido. A existência do Novus Ordo Missae é um desrespeito para com o Magistério da Santa Igreja. A verdadeira desobediência magisterial!
    Para tal afirmação, baseamo-nos - como bem disse o Augusto - na bula Quo Primum Tempore, do Papa S. Pio V - o Papa que unificou o rito da missa; que Paulo VI viria, quatro séculos depois, a desunificar. Nela encotramos as seguintes afirmações:

    "E a fim de que todos, e em todos os lugares, adotem e observem as tradições da Santa Igreja Romana, Mãe e Mestra de todas as Igrejas, decretamos e ordenamos que a Missa, no futuro e para sempre, não seja cantada nem rezada de modo diferente do que esta, conforme o Missal publicado por Nós, em todas as Igrejas (...)" (Quo Primum Tempore, 06).

    "... por Nossa presente Constituição, que será válida para sempre..." (Quo Primum Tempore, 07).

    "... decretamos e declaramos que os Prelados, Administradores, Cônegos, Capelães e todos os outros Padres seculares, designados com qualquer denominação, ou Regulares, de qualquer Ordem, não sejam obrigados a celebrar a Missa de outro modo que o por Nós ordenado; nem sejam coagidos e forçados, por quem quer que seja, a modificar o presente Missal, e a presente Bula não poderá jamais, em tempo algum, ser revogada nem modificada, mas permanecerá sempre firme e válida, em toda a sua força." (Quo Primum Tempore, 09).

    "Queremos e, pela mesma autoridade, decretamos que, depois da publicação de Nossa presente Constituição e deste Missal, todos os padres sejam obrigados a cantar ou celebrar a Missa de acordo com ele..." (Quo Primum Tempore, 11).

    "... que a ninguém absolutamente seja permitido infringir ou, por temerária audácia, se opor à presente disposição de nossa permissão, estatuto, ordenação, mandato, preceito, concessão, indulto, declaração, vontade, decreto e proibição" (Quo Primum Tempore, 14).

    "Se alguém, contudo, tiver a audácia de atentar contra estas disposições, saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-poderoso e de seus bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo" (Palavras conclusivas da bula Quo Primum Tempore, Pio Papa V).

    Contra estas palavras, sr. Daniel, não há argumentos. O Novus Ordo Missae é inaceitável desde quando houve a intenção de criá-lo.

    Logo depois da já aceita e realizada proposta, você diz, no ápice do seu vazio intelectual, que a missa do Novus Ordo é católica, "missa de catolicos desde quando foi feita e sempre sera ate o fim" (sic).

    Continua...

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  8. Continuação...

    Da sua frase, pode-se aceitar apenas uma imperceptível afirmação: "... e sempre sera ate o fim" (sic).
    Ora, é evidente que tudo/todo aquilo/aquele que sempre será, será até o fim. "Sempre será" e "até o fim" são duas frasezinhas que querem expor o mesmo significado e, segundo as normas gramaticais de concordância nominal, este é um erro intrinsecamente grave. Seria o mesmo que dizer: "vou descer lá pra baixo; vou subir lá pra cima".
    Mas, não estamos aqui para debatermos sobre as normas gramaticais da língua portuguesa, não é mesmo? Então, vamos ao que interessa.

    A missa no Novus Ordo é católica sim, mas em partes. Católica por ser celebrada pelo Santo Padre e por haver nela - numa missa "de Paulo VI" corretamente celebrada - o sacrifício, mas protestante na sua criação e, com isso, na sua essência ao ver e saber humano.

    O Novus Ordo Missae - a missa "de Paulo VI" - começou a ser elaborada em 1965, logo depois do término do Concílio Vaticano II, e foi concluída em 1969 com a publicação do missal contendo o Novus Ordo por Paulo VI (assim, ficou conhecido como missal de 69). E na elaboração desse Ordo Missae, houve a presença de seis protestantes "observadores". Assim se lê no livro La Riforma Liturgica, do Pe. Annibale Bugnini:

    "No dia 23 de agosto de 1966, a lista dos 'Observadores', aprovada pela Secretaria de Estado e pela Congregação da Doutrina da Fé, ficou assim composta:

    Indicados pela Comunidade Anglicana (1 de julho):
    1 – Rev. Ronald C. D. Jasper, presidente da Comissão litúrgica da Igreja Anglicana da Inglaterra.
    2 – Rev. Dr. Massey H. Shepherd Jr., professor «Church Divinity School of the Pacific», California – USA.

    O Conselho Mundial das Igrejas indicou (12 de agosto):
    3 – Prof. A. Raymond George, membro da Conferência Metodista, diretor do «Wesley College» de Headingley, Leeds, Inglaterra.]

    A Federação Mundial Luterana indicou (12 de agosto):
    4 – Pastor Friedrick-Wilhelm Künneth, de Genebra, secretário da Comissão «for Worship and spiritual Life», substituído em 1968 por:
    5 – Rev. Eugene L. Brand, Metodista de N. York.

    Finalmente, a Comunidade de Taizé escolheu:
    6 – Pastor Max Thurian, vice-prior da Comunidade".

    (Pe. Annibale Bugnini - La Riforma Liturgica - pg. 204, Edizione Liturgiche - 1983 - Roma)

    Contudo, a função desses protestantes não era apenas "observar", como conclui-se pelo designo (que serviu apenas para disfarçar), mas também contribuir na elaboração do Novus Ordo Missae, como assim afirmou Mons. Baum, e Dom Lefebvre fez-se lembrar:

    "A intervenção ativa destes 'observadores' é corroborada por declarações de Mons. W. W. Baum, 'diretor executivo' dos assuntos ecumênicos da conferência episcopal americana: 'Eles não lá estiveram como simples observadores, mas como consultores, e participaram plenamente das discussões sobre a renovação litúrgica católica. Não faria muito sentido caso se contentassem em ouvir, mas eles puderam contribuir'."

    (Detroit News, 27 de junho de 1967 / La nouvelle messe est d'esprit protestant, Mons. Lefebre, La Libre Belgique, 25 de setembro de 1976).

    Ademais, como afirmou Dom Lefebvre, por que os protestantes teriam sido convidados para a Comissão da Reforma Litúrgica senão para que dissessem "se estavam satisfeitos ou não, ou se havia alguma coisa que lhes não agradava, se eles podiam rezar conosco?" (A Missa de Lutero, conferência de Mons. Lefebvre).

    Continua...

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  9. Continuação...

    E para mais enfatizar, o Papa Paulo VI, "com evidente satisfação", dirigiu-se aos "observadores" numa cerimônia ecumênica no dia 04 de dezembro de 1965 - último dia do Concílio Vaticano II - dizendo:

    "... Sabeis, Irmãos, que de muitas maneiras o nosso próprio Concílio Ecumênico pôs-se em movimento em direção a vós: da consideração que os Padres Conciliares não deixaram de manifestar pela vossa presença, que tão cara lhes era, até o esforço unânime para evitar toda expressão que não fosse cheia de deferências para convosco; da alegria espiritual de vermos vosso grupo de escola associado às cerimônias religiosas do Concílio, até a formulação de expressões doutrinais e disciplinares aptas a arredar os obstáculos e a abrir sendas tão largas e aplainadas quanto possível para uma melhor valorização do patrimônio religioso que conservais e desenvolveis: a Igreja Romana, como vedes, testemunhou a sua boa vontade de vos compreender e de se fazer compreender; não pronunciou anátemas, senão invitações; não traçou limites à sua espera, como tampouco os traça ao seu oferecimento fraterno de continuar um diálogo que a empenha."

    (A "Renovação" da celebração da Missa, Francisco Lafayette).

    Jean Guitton, um renomado filósofo e escritor francês, amigo de Paulo VI, disse:

    "Antes do Concílio, a Missa era a Missa (...). Porém, agora, têm-se a sensação que ela seja a tradução de um serviço protestante. (...) quando se decidiu que o sacerdote não a celebrasse mais voltado para o altar, dando suas costas aos fiéis, mas sim voltado a eles, foi executada uma reforma decisiva que realmente perturbou muitos cristãos. (...) Hoje, praticamente, a Eucaristia não tem mais o caráter sagrado, sério e divino que tinha no passado. (...)".

    (J. Guitton com Francesca Pini, L’infinito in fondo al cuore, Ed. Mondadori, Milão, 1998, p. 103).

    "(...). Freqüentemente me pergunto se os sacerdotes que rezam a Missa crêem realmente que a hóstia seja o corpo e o sangue de Cristo. Principalmente quando - terminada a função - vemo-los fugir rápido e apressados da igreja, como se tivessem terminado a sua jornada. Então as pessoas se perguntam se os sacerdotes crêem realmente. (...)".

    (Op. cit. p. 104).

    " (...) a intenção de Paulo VI quanto á liturgia, quanto a assim chamada vulgarização da Missa, era reformar a liturgia católica de modo fazê-a coincidir o quanto possível com a liturgia protestante... com a ceia protestante".

    (Debate de Lumière 101, rádio dominical de Radio-Courtoisie, 19 de dezembro de 1993).

    Assim, tendo ciência de tudo que foi citado até aqui - sabendo-se que são miúdos ante a enormidade -, pode-se afirmar que a missa no Novus Ordo é protestantizada e protestantizante desde antes da sua conclusão.

    Você continua dizendo que "nunca ninguem nem mesmo um papa foi contra a missa doida em latim e de costas do povo que vcs gostam e que deveria ser totalmente condenada" (sic).

    Segundo o seu engano, lhe pergunto: se nenhum papa foi contra a Missa Tridentina, por que você diz que ela deveria ser condenada? Ah! nenhum Papa foi contra, mas o sr. Golveia, esse sim, é contra; e radicalmente, a ponto de afirmar que ela "deveria ser totalmente condenada" (sic).

    Confuso, não!?

    Continua...

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  10. Continuação...

    Mas a sua afirmação é errônea, sr. Daniel. Vejamos por quê.

    Jean Guitton, em seu livro Paulo VI Secreto diz:

    O Papa leu (...) o terceiro ponto de meu documento onde se diz que seria desejável a autorização da missa de São Pio V, por um período experimental e provisório; conseqüentemente a anulação da interdição feita na França de celebrar essa missa de São Pio V (que o concílio jamais pretendeu abolir).
    O Papa me diz severamente:
    "Isso jamais! Desde que se trata de uma disputa má, pois que o cânon de São Pio V eu o conservei na nova liturgia, onde ele é colocado em primeiro lugar".
    Guitton: "Mas não se trata do cânon. Trata-se do Ofertório onde, na nova liturgia, a idéia de sacrifício parece restringida".
    Paulo VI: "Reconheço que a diferença entre a liturgia de São Pio V, e a liturgia do Concílio (chamada freqüentemente, não sei por que, de liturgia de Paulo VI) é muito pequena. Na aparência,a diversidade [no ofertório das duas Missas] repousa numa sutileza. Mas essa missa dita de São Pio V, como se a vê em Ecône, se torna o símbolo da condenação do Concílio. Ora, jamais aceitaremos, em nenhuma circunstância, que se condene o Concílio por meio de um símbolo."

    (Jean Guitton, Paulo VI Secreto, editora San Paolo, Milano, 4ª edição, 2002, versão integral do francês aos cuidados de David M. Turoldo e Francesco M. Geremia, pp. 143-144-145 – Título original Paul VI Secret, Desclée de Brouwer, Paris).

    Ora, por que a "liberação" da missa no rito de São Pio V seria um "símbolo da condenação do Concílio"?

    Outra: Paulo VI diz: "Isso [autorizar a celebração da missa no rito de São Pio V] jamais!".
    É ou não ser contra a missa tridentina?

    Você continua dizendo que "a missa de paulo vi trouxe a saude para a igreja qye estava banhada em um mar de doenças".

    Profundas palavras. Daria um bom padre carismático, ou um exímio pastor protestante.
    Mas, a essência da sua frase é totalmente contradita por Monsenhor Gamber:

    "A confusão é grande. Quem vê claro, hoje, nessa escuridão? Onde estão em nossa Igreja os líderes que nos mostrarão o reto caminho? Onde estão os Bispos que terão a coragem suficiente para fazer desaparecer esse tumor canceroso que é a teologia modernista implantada no tecido da celebração dos santos mistérios, antes que o câncer se ponha a proliferar de modo mais pleno e cause mais dano? O que nós precisamos, hoje, é de um novo Atanásio, de um novo Basílio, Bispos como aqueles que no século IV lutaram contra o arianismo, quando quase toda a Cristandade tinha sucumbido à heresia. Nós precisamos, hoje, de santos capazes de reunir todos os que permaneceram firmes na Fé de modo que els possam combater o erro, e levantar os fracos e os vacilantes de sua apatia".

    (Msgr. Klaus Gamber, The Reform of the Roman Liturgy, Una Voce Press: San Juan Capistrano, CA, 1994, p. 113).

    Ora, "tumor canceroso", "cancer" são termos totalmente contrários à perfeita saúde. É uma doença teológica e, com isso, litúrgica.

    Mons. Gamber também diz que a Missa foi reduzida pela reforma litúrgica a uma "pagaille", isto é, a uma "bagunça" (Monsenhor Klaus Gamber, The Reform of the Roman Liturgy, Una Voce Press: San Juan Capistrano, CA, 1994, cap. V).

    Onde está, sr. Daniel, a saúde da Igreja?
    Basta olharmos para a situação atual que veremos um verdadeiro tumor canceroso, não uma saúde.

    Continua...

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  11. Continuação...

    Antes da sua conclusão, sr. Daniel, você afirma que o atual Papa Bento XVI nunca foi contra a missa do Novus Ordo Missae. Mas, vejamos o que ele, ainda quando Cardeal Ratzinger, disse sobre a reforma litúrgica:

    "A reforma litúrgica não foi feita em continuidade com o legítimo desenvolvimento da expressão da Fé, mas em espírito de ruptura (…) ela apareceu como um sistema de novidades, portanto nocivo e perigoso para a solidez da Fé, sobretudo da maneira como foi aplicada, (…) o rito tradicional, ao contrário, é uma muralha de defesa para a Fé".

    (Cardeal Ratzinger aos membros da Fraternidade São Pedro em Wigratzbad; cf. Boletim da Fraternidade São Pio X na França, maio/90).

    Você conclui seu comentário dizendo: "entao, bando de ignorantes, que o espirito de amor paire sobre a vida de vcs e que a burrice diminua" (sic).

    Que belo espírito de amor o seu, sr. Daniel. O espírito de amor que nos designa como "bando de ignorantes" e que diz ter-mos uma grande "burrice".
    Jamais quero esse espírito de amor. Prefiro ficar com o espírito de militância em defesa da Fé católica, contra os impugnantes da era moderna.

    "Il ne faut cependant pas aller jusqu’à affirmer, comme il arrive parfois, que la messe selon le nouvel ordo serait en soi invalide. Mais le nombre de messes véritablement invalides pourrait bien avoir considérablement augmenté depuis la réforme liturgique".
    [É preciso não ir até o ponto de afirmar, como por vezes acontece, que o novo ordo seria de si inválido. Mas o número de Missas verdadeiramente inválidas poderia ter aumentado bem desde a reforma litúrgica].
    (Monsenhor Kalus Gamber)


    Sub tuum, Sancta Dei Génetrix,
    Carlos Henrique Wolkartt.

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Que o Espírito Santo possa conduzir-te ao comentar esta postagem.

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Salve Maria!